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02 julho 2019

[Romances de época] O duque e eu - Julia Quinn

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     Após o grande sucesso dos romances de época, especialmente a série “Os Bridgertons” da autora Julia Quinn, eu finalmente dei início lendo o primeiro livro da série “O duque e eu”. Trazer uma resenha não seria muito apropriado, já que praticamente todo leitor de romances, principalmente romance de época, já sabe do que se trata cada um desses livros, portanto decidi que não só ia apresentar a história como iria falar sobre minha experiência com o primeiro livro.
     Para começar, preciso dizer que sou leiga no universo dos romances de época. Li uns dois em toda minha vida literária e nenhum com uma fama tão grande como esse tem. Alguns anos atrás, quando a editora Arqueiro deu um voto de confiança para esse gênero e começou a publicá-los no Brasil, eu acompanhei de perto o sucesso que foi sendo gerado, entretanto, o gênero nunca havia me despertado muita atenção e vou explicar os três motivos.

  1. Eu já imaginava que o romance de época traria a forte ingenuidade e vulnerabilidade da mulher, que era muito comum naqueles tempos.
  2. Não seria nada como Jane Austen, um romance clássico que poderia se manter sem nenhum beijinho, pelo contrário, eu já estava ciente que os romances de época eram comuns em terem muitas cenas sensuais.
  3. Não tem nada de fantasia, e fantasia é o que me conquista de cara.
     Bom, observações que sim, são reais. Os romances de época abordam claramente os costumes característicos. As mulheres eram sim o sexo frágil. Eram obrigadas a se casarem assim que completavam 15 anos. Se passava muito dessa idade, já começavam a cismar que tinha algo de errado com a moça. Os homens é que escolhiam. Na verdade a negociação era feita pelo pai da moça direto com a família do pretendente. E normalmente as moças que estavam “no cardápio” eram as jovens, bonitas, de classe social alta e que não eram de falar muito. Já o homem não tinha empecilho nenhum, não sofria preconceitos e se ele era “libidinoso” (palavra muito comum na obra) ele era mal falado, porém ainda sim era cobiçado.
     O machismo da época é extremamente fixado em todas as páginas e ler esses fatos que foram bem comuns nos causa uma ebulição de sentimentos. Em destaque a gratificação dos dias atuais, da nossa liberdade como mulheres, ainda que não seja 100%, conquistamos muito no decorrer desse tempo e conhecer a realidade das mulheres que nos antecederam, nos traz um conhecimento e um olhar novo.
Se tratando do romance, podemos dizer que é uma história fofinha, cheia de referências que podem arrancar vários suspiros. Uma característica do livro da Julia Quinn, que já foi me informado que está presente em todas as obras dela, é a narrativa divertida que ela nos apresenta. O enredo é engraçadinho, os personagens são cativantes e a história sempre tem momentos que nos tira alguns risos. Esse ritmo me agrada muito e faz com que a leitura flua muito mais rápido. O romance é do tipo exageradamente fofo, o que eu, particularmente, gosto muito.
“Assim, beijá-la se tornou uma questão de autopreservação. Era simples: se não fizesse isso, se não a possuísse, ele morreria. Parecia melodramático, mas naquele instante ele poderia jurar que era verdade. O desejo que se enroscava em suas entranhas acabaria fazendo-o sucumbir.”
    Outra característica que, na minha opinião, tornou os livros da Julia Quinn famosos e inesquecíveis, foi o fato de trazer uma família grande e explorar diversos aspectos dela. No decorrer dos livros vamos conhecendo cada vez mais sobre um determinado integrante da família.
     Melhor ainda, a família e todos com linhagem, estão sob os holofotes de uma jornalista secreta que escreve em um jornal popular da cidade as fofocas das famílias. O mistério proporcionado por essa personagem instiga ainda mais a leitura. Sem falar que as frases dessa pessoa misteriosa são maravilhosas.
“Dizer que os homens podem ser teimosos como mulas seria um insulto às mulas”.
     Nesse primeiro livro conhecemos a história da Daphne, a primeira da família Bridgertons a atingir a idade de casar e que já está há um tempo em busca de um marido, mas não está tendo muito sucesso. Paralelamente somos apresentados a história de Simon, o herdeiro do ducado que não pretende de forma alguma assumir o título.
     Isso porque na infância ele foi rejeitado diversas vezes pelo pai por não atingir a perfeição que esse almejava. Com uma raiva que foi alimentada durante muitos anos, Simon decide que não vai deixar que seu pai seja vitorioso, sendo assim, ele se torna muito superior, mas se nega a assumir o título, querendo assim dar fim a toda essa linhagem que o pai tanto amava.
     Mas seu caminho cruza com o de Daphne e ele não pode negar que a presença dela causa nele sentimentos que não estava disposto a sentir por ninguém. E mais do que isso, ela queria um casamento e filhos, algo que ele nunca poderia dar a ela por causa de sua promessa.
     Não posso concluir minha opinião tendo lido apenas o primeiro livro, mas já posso adiantar que me conquistou mais do que eu esperava e pretendo dar continuidade em toda a série. Só preciso do investimento, que não é pouco, já que são no total 9 livros! Mas assim que possível eu posso garantir que lerei todos. Julia Quinn já conseguiu me fisgar no primeiro livro, então tenho muitas expectativas para os demais e tenho certeza que não vou me decepcionar.
     Agora faço parte dos leitores de romance de época!

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