[Resenha] Ligue-me amanhã - Luna Bravin

 
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   "Ligue-me amanhã"; autora: Luna Bravin; Editora Bezz; 129 páginas.
     Esse livro é definitivamente um chick-lit. Digo isso porque ao ler o prólogo esse foi o primeiro pensamento que me ocorreu, que eu estava prestes a iniciar a leitura de um livro parecido com as obras de Sophie Kinsella e fico feliz em dizer que foi exatamente o que aconteceu. O início da história lembra bastante “Fiquei com seu número”, também envolve casamento, traição e troca de mensagens com um estranho, mas possui seu diferencial.
     Assim que encerrou o ensino médio, Evelyn partiu para um intercâmbio nos Estados Unidos, deixando em seu país natal, seus amigos e um possível amor. No novo país, foi acolhida por um homem que jurou amá-la para sempre. Mas após o término da faculdade, quando ela estava prestes a entrar na igreja e firmar os votos com esse homem, ela recebe a notícia que ele não está lá. Ele fugiu com a amante que mantinha há três anos. Desolada, ela decide voltar para o Brasil e recomeçar sua vida.
     Mas no aeroporto, em um momento de distração, ela teve seu celular trocado com um rapaz que estava ao seu lado. Preocupada, ela pede insistentemente para que ele devolva assim que ela consegue contato, mas é tarde demais, ele já está rumo aos Estados Unidos, lugar onde ela não pretende retornar tão cedo.
     O homem preferiu não se identificar para ela que passou chamá-lo de “Estranho”, mas ele demonstrou nutrir um extremo desejo ao mencionar o que fazia com as fotos que ela armazenava no celular. De uma forma totalmente torta, eles começam a se aproximar e formar uma amizade. Talvez algo mais do que isso.
"[...] Era uma montanha-russa de sentimentos e eu não conseguia - ou não queria - descer."
     Em meio a esse turbilhão de emoções, mais uma surge para somar: Ao reencontrar seu grupo de velhos amigos nota que falta um: Eduardo, por quem ela tinha uma caidinha na época do ensino médio. E na busca por reencontrá-lo, recebe a notícia que ele faleceu e junto a informação, ela recebe também cartas escritas pelo próprio rapaz antes do óbito. E em uma delas há um pedido: que Evelyn espalhe suas cinzas por uma sequências de locais, na maioria igrejas.
     Em união a suas amigas, Evelyn parte para essa missão, tendo sempre a companhia do Estranho pelo outro lado da linha. Enquanto James, o ex noivo, resolve atormentá-la um pouquinho mais.
     A trama possui alguns mistérios e enigmas que o leitor fica instigando a desvendar. O romance, apesar de repentino, é intenso e bem sensual. É uma leitura bem leve e divertida e tem seu encanto. O desenvolvimento erótico me incomodou um pouco, acontece rápido demais e de uma forma estranha. Um cara que nem te conhece dizer que está utilizando suas fotos para um cunho sexual é um pouco perturbador, não é? Apesar disso ter causado um estranhamento em mim, não é algo que comprometa a história. 
     Como mencionei, o livro é um chick-lit e, como tal, traz passagens muito engraçadas e até mesmo malucas! Consegue até mesmo trazer algumas reflexões sobre o valor de uma amizade e tira sorrisos com um desenrolar tão carismático. O livro tem um início muito instigante e um final maravilhoso. Se eu não tivesse uma estante reservada para os livros nacionais, esse iria para o lado de Marian Keyes e Sophie Kinsella. 

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