[Resenha] Ligue-me amanhã - Luna Bravin
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Esse livro é
definitivamente um chick-lit. Digo isso porque ao ler o prólogo esse foi o
primeiro pensamento que me ocorreu, que eu estava prestes a iniciar a leitura
de um livro parecido com as obras de Sophie Kinsella e fico feliz em dizer que
foi exatamente o que aconteceu. O início da história lembra bastante “Fiquei
com seu número”, também envolve casamento, traição e troca de mensagens com um
estranho, mas possui seu diferencial.
Assim que
encerrou o ensino médio, Evelyn partiu para um intercâmbio nos Estados Unidos,
deixando em seu país natal, seus amigos e um possível amor. No novo país, foi
acolhida por um homem que jurou amá-la para sempre. Mas após o término da
faculdade, quando ela estava prestes a entrar na igreja e firmar os votos com
esse homem, ela recebe a notícia que ele não está lá. Ele fugiu com a amante
que mantinha há três anos. Desolada, ela decide voltar para o Brasil e
recomeçar sua vida.
Mas no
aeroporto, em um momento de distração, ela teve seu celular trocado com um
rapaz que estava ao seu lado. Preocupada, ela pede insistentemente para que ele
devolva assim que ela consegue contato, mas é tarde demais, ele já está rumo
aos Estados Unidos, lugar onde ela não pretende retornar tão cedo.
O homem
preferiu não se identificar para ela que passou chamá-lo de “Estranho”, mas ele
demonstrou nutrir um extremo desejo ao mencionar o que fazia com as
fotos que ela armazenava no celular. De uma forma totalmente torta, eles começam
a se aproximar e formar uma amizade. Talvez algo mais do que isso.
"[...] Era uma montanha-russa de sentimentos e eu não conseguia - ou não queria - descer."
Em meio a
esse turbilhão de emoções, mais uma surge para somar: Ao reencontrar seu grupo
de velhos amigos nota que falta um: Eduardo, por quem ela tinha uma caidinha na
época do ensino médio. E na busca por reencontrá-lo, recebe a notícia que ele
faleceu e junto a informação, ela recebe também cartas escritas pelo próprio
rapaz antes do óbito. E em uma delas há um pedido: que Evelyn espalhe suas
cinzas por uma sequências de locais, na maioria igrejas.
Em união a
suas amigas, Evelyn parte para essa missão, tendo sempre a companhia do
Estranho pelo outro lado da linha. Enquanto James, o ex noivo, resolve
atormentá-la um pouquinho mais.
A trama
possui alguns mistérios e enigmas que o leitor fica instigando a desvendar. O romance, apesar de repentino, é intenso e bem sensual. É uma leitura bem leve e divertida e tem seu encanto. O desenvolvimento erótico me incomodou um pouco, acontece rápido demais e de uma forma estranha. Um cara que nem te conhece dizer que está utilizando suas fotos para um cunho sexual é um pouco perturbador, não é? Apesar disso ter causado um estranhamento em mim, não é algo que comprometa a história.
Como mencionei, o livro é um chick-lit e, como tal, traz passagens muito engraçadas e até mesmo malucas! Consegue até mesmo trazer algumas reflexões sobre o valor de uma amizade e tira sorrisos com um desenrolar tão carismático. O livro tem um início muito instigante e um final maravilhoso. Se eu não tivesse uma estante reservada para os livros nacionais, esse iria para o lado de Marian Keyes e Sophie Kinsella.
Como mencionei, o livro é um chick-lit e, como tal, traz passagens muito engraçadas e até mesmo malucas! Consegue até mesmo trazer algumas reflexões sobre o valor de uma amizade e tira sorrisos com um desenrolar tão carismático. O livro tem um início muito instigante e um final maravilhoso. Se eu não tivesse uma estante reservada para os livros nacionais, esse iria para o lado de Marian Keyes e Sophie Kinsella.
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