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18 maio 2019

Doação de Livros do mês de Maio/2019


     Olá, leitores!
     Mais uma linda edição da doação de livros começa agora e espero poder contar com vocês para divulgar o projeto e para adotar os livros, fazendo dessa uma edição incrível! Obrigada a todos que tem contribuído e se souberem de pessoas que tenham livros para doar, por favor, podem recomendar o blog.

     Prontos para adotar livros? Vamos lá!

16 maio 2019

[Resenha] Tsumitsuki - Hiro Kiyohara

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    “Tsumitsuki”, espírito de culpa, foi escrito por Hiro Kiyohara, mesmo autor de Another e publicado no Brasil pela editora JBC.
   Para quem já conhece “Another” vai encontrar em “Tsumitsuki” um universo totalmente parecido, onde também há alunos deixando de ser lembrados, alunos que se tornam espíritos. Mas nessa nova narrativa, o espírito se torna um tsumitsuki quando a culpa por algo que aconteceu a ele ou a alguém próximo o consome ao ponto de se tornar esse espírito, uma entidade, que para a transição não precisa morrer, precisa apenas ser consumido por culpa.
    Entre esses seres, existe uma pessoa que vaga pelos corredores do colégio buscando por tsumitsukis. Esse garoto recebeu a missão desde muito novo e continua seguindo sua tarefa até que um reencontro que ele deseja muito aconteça. Um mistério muito maior envolve a vida desse garoto e é só após uma das garotas se interessar pelo assunto é que todo os segredos são revelados.
      O mangá é um oneshot, ou seja, é volume único e pode ser encarado como uma história paralela a de “Another” e assim como a obra principal do autor, é instigante e aborda o misticismo de maneira brilhante. Apesar de ser considerado uma história de terror, não remete tantos medos, eu classificaria mais como suspense e fantasia. É claro que o tema abordado não é recomendado para menores de 14 anos pelo tom sombrio, mas para adultos, é uma leitura que pode ser feita com tranquilidade.
    Eu recomendo que leiam “Another” antes, não que seja realmente necessário, mas tenho certeza que proporcionará uma experiência ainda melhor. Os traços e a história bem desenvolvida tornam a obra espetacular e inesquecível.
    A história de “Another” foi adaptada para anime em janeiro de 2012 e teve seu último episódio transmitido em março do mesmo ano contando com apenas 12 episódios. Já “Tsumitsuki” se manteve apenas no papel.

15 maio 2019

7ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI) busca refletir sobre Futuro, Lugar e Memória

Realizado no Vale do Ribeira, o evento oferece uma programação gratuita, que reúne grandes nomes como Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Luedji Luna, Zezé Motta, Mel Duarte, Nação Zumbi e muito mais. A cocuradoria é de Bianca Santana

Futuro, Lugar e Memória: esse é o tema da 7ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI), que acontece no interior do estado de São Paulo – no Vale do Ribeira – desde 2013. Este ano, o evento será nos dias 7 e 8 de junho, sexta-feira e sábado, reunindo dezenas de artistas importantes que discutirão sobre território, ancestralidade e povos tradicionais. O Festival é uma realização das Oficinas Culturais – Programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis – em parceria com a Prefeitura Municipal de Iguape. Na sexta-feira (7) o evento começará às 19h, e no sábado (8) às 10h.

“A alquimia de quem somos está no Vale do Ribeira. Camadas de escrevivências nas águas, na resistência das populações tradicionais, na arquitetura colonial, nas matas, nos livros. Memória que é futuro, no tempo perene do hoje. A produção literária do Vale se potencializa no encontro com a literatura produzida fora daqui. Olhares diferentes nos apresentam perspectivas diversas da nossa história. Aquela que não está nos livros, mas também aquela que já sabemos de cor, de tanto ler e ouvir. Um festival literário que é convite a conhecer mais camadas do chão que pisamos”. Essa é a proposta do 7º FLI, nas palavras da cocuradora Bianca Santana, que é jornalista, colunista da Revista Cult e autora do livro Quando me Descobri Negra (SESI-SP 2015).

A programação conta com shows, rodas de conversa e sarau, além de lançamento e troca de livros, com a presença de grandes nomes como Conceição Evaristo, Luedji Luna, Zezé Motta, Mel Duarte, Nação Zumbi, Russo Passapusso, Geovani Martins, Ana Maria Machado, Angélica Freitas, Cidinha da Silva e Eda Nagayama. O Festival é gratuito e as atividades acontecerão na Praça da Basílica, no Museu Histórico e na Biblioteca Pública Municipal.

No primeiro dia, sexta-feira (7), o público será convidado a refletir sobre palavra, sociedade e insurgência, a partir da vida e da obra de três olhares e gerações: Geovani Martins, autor do aclamado O Sol na Cabeça; Russo Passapusso, músico, compositor e integrante da banda BaianaSystem; e Zezé Motta, célebre atriz e cantora brasileira. A roda de conversa O Futuro não demora será às 21h, no Território da Palavra, localizado na Praça da Basílica. Fechando a programação do dia, às 23h, Luedji Luna apresentará um show autoral que une música brasileira e africana. Seu álbum Um Corpo no Mundo lhe consagrou uma das mais promissoras revelações musicais da atualidade, sendo premiada e indicada aos Prêmios Bravo, SIM, WME, Caymmi e Multishow 2018.

Já no sábado (8), será a vez de Conceição Evaristo, uma das principais expoentes da literatura brasileira contemporânea, tratar de temas presentes em suas obras, como educação, gênero, memória e relações étnicas na sociedade. A autora de Olhos D'água e Ponciá Vicêncio passa pelo campo da poesia, da prosa e do ensaio literário. Escrevivência Insubmissa acontecerá às 14h, também no Território da Palavra. Às 21h, Ana Maria Gonçalves (Um Defeito de Cor), Deborah Dornellas (Por Cima do Sol), Marcelino Freire (Contos Negreiros e Nossos Ossos) e Deivid Domênico, um dos compositores do samba-enredo de 2019 da Mangueira, refletem sobre outras perspectivas e versões do nosso passado, em Histórias que a História não Conta ou Avesso do Mesmo Lugar. E, às 23h, a banda Nação Zumbi fará um show, que encerrará a 7ª edição do FLI. Precursor do Mangue Beat e um dos grupos mais importantes da música brasileira, Nação Zumbi apresentará seus clássicos, como Manguetown e Quando a Maré Encher, além de versões de grandes sucessos como Maracatu Atômico. Ambos os eventos serão também no Território da Palavra.

No mesmo dia (8) acontecerá o FLI Paralelo, no Museu Histórico, entre 11h30 e 19h. Uma das grandes atrações do espaço será o bate-papo Futuro, Lugar e Memória, que reunirá os escritores Júlio Cesar da Costa (Na Ribeira da Poesia), Angélica Freitas (Um Útero é do Tamanho de um Punho), Cidinha da Silva (Os Nove Pentes D'África) e Eda Nagayama (Desgarrados). A proposta é discutir sobre escritas que, a partir do território e da identidade, propagam memórias, sentimentos e insubmissões. O bate-papo será das 17h30 às 19h. Neste espaço haverá também conversas com Nega Duda, Timóteo Verá Tupã Popyguá, Islene Motta, Maria Mazarello e Luciana Bento. No FLI Paralelo cada atividade tem 30 vagas, sendo que a distribuição de ingressos será feita 1h antes do início de cada conversa.

Durante os dois dias de Festival, o público encontrará no Ponto do Livro um espaço de troca de obras infantis e adultas, além de gibis. É uma oportunidade de renovar as bibliotecas pessoais sem custo algum. No sábado (8), das 10h às 23h30, basta levar um livro em bom estado e trocar por outro. A atividade acontecerá na Praça da Basílica.

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SOBRE AS OFICINAS CULTURAISOficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo que, desde 1986, promove formação e vivência à população no campo da cultura. O Programa é administrado pela Poiesis – Organização Social de Cultura. Hoje, além de três unidades localizadas na capital, o Programa dialoga com o interior por meio de dois festivais (FLI – Festival Literário de Iguape e MIA – Festival de Música Instrumental), ciclos de estudos sobre gestão cultural e cultura tradicional, qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança, e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação.

SOBRE A POIESISA Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Poiesis – Coordenação de Comunicação Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br
Assessoria de ImprensaMarcela Reis | (11) 4096-9857 | marcelareis@poiesis.org.br

Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – Assessoria de ImprensaStephanie Gomes | (11) 3339-8243 | stgomes@sp.gov.br

14 maio 2019

[Resenha] O mundo de vidro - Maurício Gomyde

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“O mundo de vidro”; autor: Mauricio Gomyde; Editora Porto 71; 205 páginas.
     Preciso começar dizendo que essa obra é um verdadeiro chick-lit versão masculina. Eu já imaginava que o livro me divertiria muito quando começou com o prefácio em que o autor o descrevia como “predifícil”, pela dificuldade em realizar essa apresentação que por vezes é tão cobrada em um livro. Além disso, ele utiliza de diversos sinônimos só para deixar essa introdução maior, com mais de uma página e assim parecer que é importante. Com um prefácio assim tão irreverente, eu já sabia que a trama seria cômica e inédita.
     A narrativa acontece por meio “D’Ele” e “D’Ela”, duas pessoas totalmente diferentes uma da outra. Ele é um cara bem comum, com uma aparência comum e com um emprego comum, do tipo que não chama nenhuma atenção. Já ela é deslumbrante, com uma aparência que não passa despercebida, com uma carreira incrível e com uma vida de dar inveja. Essa mulher era extremamente cobiçada, por isso não deu a menor importância quando Ele se sentou ao lado dela no metrô tentando puxar conversa.
     A primeira vez que Ele tinha a visto havia sido na TV em uma reportagem de ano novo. Ela estava bêbada e comemorava o noivado ao lado do homem que ela julgava ser o amor de sua vida. Ela parecia irradiante. E muito linda.
    Quando ele a viu novamente no metrô, na rotina diária ao caminho do trabalho, ele soube que estava apaixonado. Mas foi difícil uma aproximação. Até que resolveu matar o trabalho e segui-la, descobrindo assim que ela estava indo para um colégio. Determinado a ficar mais próximo dela, Ele se matricula na aula de “Economic Business”, crente de que fosse uma aula simples, talvez uma aula de “economia de buzinas”. Mas tamanha foi a surpresa dele quando chegou e descobriu que ela era a professora.
     Ele tentou se fazer ser notado e conseguiu. Talvez não da forma que esperava. Ele começou a usar roupas extravagantes que um vendedor de uma loja de vestuários garantiu que era a última moda da Europa. E também começou a leitura de um livro que ensinava como ele deveria agir para conquistar a amada.
    Seguindo todas essas instruções, ele conseguiu cada vez mais se aproximar. Mas ele estava muito apaixonado. Ele só pensava nela, dia e noite, tudo que fazia era por ela, todo o futuro era baseado nela. Seu papagaio, que antes só sabia servir como despertador usando apenas a frase “Acoooorda, féla da puta”, incrementou o repertório com pérolas ainda melhores. (Esses bichinhos sempre aprendem com mais facilidade o que não deveria, né?). E então ele escreve uma música belíssima para ela.
     Mas quando ela vai até a casa dele, disposta a dar uma chance pelo menos para a amizade que estava se formando, ela encontra as folhas em cima da mesa com a composição. Ela insiste que ele revele quem é a musa inspiradora daquela canção e quando ele confessa ser ela, ela foge.
     Ela havia rompido o noivado quando descobriu que o sujeito a traia, era recente o término quando Ele se inscreveu no curso em que dava aula. Saber que Ele havia se apaixonado por ela tão rapidamente a deixou muito assustada, por isso achou que o ideal seria se afastar.
    Mas logo ela começou a receber em seu endereço de e-mail capítulos de um livro sem autor. O livro, intitulado “O mundo de vidro”, narrava uma história instigante sobre um casal que construía diariamente um mundo de vidro só para eles. E dentro dele, viviam intensamente esse amor. Cada vez mais curiosa, Ela tentava obter respostas do autor misterioso sem sucesso.
     Em um determinado momento, ela toma consciência que talvez não tenha agido da melhor forma e tenta resgatar a amizade que afastou. Então, assim como Ele pegava o metrô esperando encontra-la, Ela fez o mesmo e, quando o encontrou, tentou uma reaproximação pedindo desculpas.

“’Rá, bonito, né? Agora vai ficar achando que é assim? Pisa, trata mal, despreza, volta com o noivo, faz sexo quando bem entende e quando está sozinha e solitária volta correndo com o rabo entre as pernas pro papai aqui? Tá achando que eu sou igual a sapo cururu, que por mais que tu chute ele sempre volta pulando rapidinho? Tá achando que eu tenho cara de bumerangue, que tu joga e ele volta pra tua mão a hora que tu quer? Tu tá sonhando que eu sou igual a bola de boliche, que tu alisa, enfia o dedo, manda embora e ela volta deslizando pra tu alisar, enfiar o dedo e mandar embora pela segunda vez? E tu tá maluca pensando que eu sou fácil e compreensivo só porque você tem um rostinho bonito, é gostosa, cheirosa, inteligente, delicada, perfeita, é a mulher da minha vida e vem com essa voz doce e maravilhosa fazendo essa cara de cachorrinho triste pedindo perdão?” – pensou
   -Ei, que cara é essa? – perguntou ela.
   -Ahn? Nada não. Eu já tinha te perdoado lá no “com licença”.’”

    Cenas como essa acima são bem frequentes na trama e proporcionam diversas risadas, é por isso que comecei dizendo que é um chick-lit masculino. É um tipo de escrita que eu ainda não tinha tido acesso e gostei demais. O protagonista é hilário e muito real. Não é do tipo perfeitinho, é do tipo cara comum, com características de um homem comum. Talvez um pouco mais atrapalhado do que o normal, mas ainda assim é um cara comum, com alguns pensamentos que até poderiam ser encarados como machista. Ele se esforça muito para conquistar a garota dos seus sonhos sem pensar nas consequências. E as cenas ocasionadas por essa espontaneidade é o que mais diverte.
    O livro envolve um suspense que eu ainda não consegui desvendar muito bem então, se você já leu esse livro eu IMPLORO para vir conversar comigo. Estou quase mandando um e-mail para o autor, mas não quero que ele ache que sou lenta demais para entender as analogias. De qualquer forma, só o fato de eu ter rido muito e ter tido muita vergonha alheia em diversos trechos, já faz dessa história incrível. E confesso que estou encantada por Ele e Ela e gostaria muito mesmo de uma continuação.

12 maio 2019

Eu nasci leitora

            Desde a barriga da minha mãe fui apaixonada por livros. E tenho uma boa teoria para confirmar isso.
Minha mãe nunca gostou de ler, nunca teve incentivo e nunca cultivou essa paixão. Porém, no período em que ela estava grávida de mim, ela criou um desejo incessante de ler. Lia de tudo, panfletos, jornais (mesmo que antigos), livros e revistas. Passou todo o período de gestação como uma leitora compulsiva. E então eu nasci. E o desejo por leitura que ela possuía, desapareceu. É claro, era eu quem pedia para ela ler pra mim, ali dentro dela e ela atendia carinhosamente o meu pedido.
Aprendi a ler muito cedo, com três ou quatro anos eu já sabia juntar as letras e e as palavras. Aprendi sozinha. “Quem será que ela puxou?”, se perguntam meus pais. Até hoje. Não tive incentivo para leitura, não tive alguém que me inspirasse. A paixão pelos livros é algo intrínseco a mim.
Por ter ingressado no mundo da leitura muito cedo, não me lembro qual foi o primeiro livro que li, mas sei qual foi o primeiro que ganhei e que li e reli centenas de vezes: Bisa Bia, Bisa Bel, escrito por Ana Maria Machado que, nos meus primeiros anos de leitura, julguei como a melhor autora. Logo depois veio “A Bolsa amarela” de Lygia Bojunga que dividiu a atenção com o livro anterior. Foram anos com apenas esses dois livros maravilhosos me fazendo companhia, onde eu alternava a leitura e os relia constantemente.
Quando iniciei os estudos em uma escola, minha vida literária se desenvolveu, passei frequentar mensalmente a biblioteca da minha escola. Minha professora passava uma tarefa ótima de ler um livro por mês e entregar uma resenha. Todos que concluíssem ganhavam uma estrela no painel. Não é difícil imaginar que eu sempre ganhava todas as estrelas. Mas mais do que isso, eu fazia isso com o maior prazer! Foi dessa forma que acabei descobrindo que o mundo da literatura era enorme e maravilhosamente mágico.
“O que quer ser quando crescer?” me perguntavam. E desde os quatro anos eu já respondia “quero ser escritora”. Escrevi meu primeiro romance aos onze anos, mas tive minha historia “roubada” quando levei para os meus colegas de escola lerem. Desde então sofri de um “bloqueio”, mas recentemente retomei esse sonho e estou trabalhando em uma nova história. Mas tenho uma concluída que foi publicada no meu TCC, quando me formei em Jornalismo, profissão escolhida também por causa da minha paixão pelas palavras.
Mas atualmente, não só quero escrever livros, mas também quero trabalhar com livros. Não só escrevê-los, mas lê-los, fazê-los e divulgá-los. Quero passar minha vida toda envolvida por eles.
Por enquanto, compartilho dessa paixão no Estante da Josy, onde falo sobre literatura no geral e desenvolvo um projeto de doação de livros para incentivar outras pessoas ao hábito da leitura. Posso dizer que já possuo uma pequena biblioteca particular da qual me orgulho diariamente. Sempre me emociono ao olhá-la, pois eu sei que cada um daqueles livros possuem duas histórias: a que eles carregam em suas páginas e a que escrevemos juntos, de como eles chegaram até mim, da diferença que fizeram na minha vida.
Mãe, obrigada por ter atendido meu pedido quando eu ainda estava me formando em uma pessoa e obrigada por sempre me incentivar nos meus sonhos. Se hoje sou quem sou, eu devo a senhora. Muito obrigada!
E Feliz Dia Das Mães à todas mamães que inspiram seus filhos a cada dia 

08 maio 2019

O futuro do livro será o digitalizado?

O livro digital, que é conhecido também como livro eletrônico ou ebook, possue uma série de atrativos: ele é ecologicamente correto, fácil de armazenar e transportar, possui alto poder de distribuição e baixo custo. Por conta dessas diversas qualidades, muitas pessoas acreditam que o futuro do livro será o digital.
Imagem relacionadaOs aparelhos Kindle, Kobo e Lev são os mais conhecidos entre os leitores de ebooks e os formatos comuns são o EPUB, PDF e HTML.
Alguns autores tornaram-se conhecidos por meio do Wattpad, que é uma plataforma para pessoas comuns publicarem suas histórias de forma virtual, e foram convidados por editoras para publicar seu livro na versão física. Ou seja, o livro era digital e evoluiu para o físico, como no caso de Anna Todd, autora da série After, que foi publicada pela editora Paralela.
"No Brasil o e-book ainda 'não decolou', tem apenas uma fatia pequena do mercado", afirma Liane Lago, gerente da Livrarias Curitiba. "Acredito que o mercado literário irá absorver todas as plataformas", completa.
Há quem prefira o os digitais, pela praticidade, economia de dinheiro e de espaço. Mas para os amantes da literatura, nada é melhor que a experiência de um bom e velho livro feito com papel, onde pode folhear e sentir o cheiro tão apreciado.
Silvia Helena da Silva, de 27 anos, costuma ler sempre que consegue um tempo, mas sempre livros físicos. Ela conta que acha a leitura do digital bem mais cansativa e que só lê e-book em caso de necessidade "Nunca comprei ebook, mas eventualmente faço downloads de alguns títulos para pesquisa", declara.
Alguns autores se auto publicam em formato digital por ser mais econômico e atingir seu objetivo mais facilmente: divulgar sua obra. Há também editoras que só trabalham com esse formato. Mas até o momento, não conseguiram substituir o livro tradicional.
Mas se o livro físico vai mesmo se extinguir... Esse é um questionamento que se iniciou desde o avanço da tecnologia e ainda vai continuar existindo por mais algum tempo.

07 maio 2019

[Resenha] Razão e sensibilidade - Jane Austen

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 “Razão e sensibilidade”; autora: Jane Austen; Editora: Martin Claret; 398 péginas.
A resenha de hoje é sobre um dos clássicos da literatura mundial, principalmente do gênero literário “Romance de Época”. Razão e Sensibilidade, lançado em 1811, foi o primeiro livro de Jane Austen a ser publicado e, apesar de seus mais de duzentos anos de idade, trata de assuntos relevantes que podem ser facilmente relacionados a questões atuais e recorrentes do século XXI.
Razão e Sensibilidade nos conta a história de Elinor e Marianne, as irmãs Dashwood. Após a morte do pai (fiquem tranquilos, isso não é spoiler) elas se veem obrigadas, junto à mãe e a irmã mais nova, a mudarem de vida. Na época os títulos de nobreza, que geralmente vinham acompanhados de grandes propriedades e bastante dinheiro, eram herdados obrigatoriamente pelo primogênito da família, ou seja, o filho homem mais velho (e ainda hoje, as filhas de nobres lutam para mudar essa lei sexista e reaver seus direitos) recebia tudo e podia ou não prover o sustento das irmãs, irmãos mais novos ou de quem mais pudesse depender dele.
No caso das nossas personagens, tudo o que o pai deixou passa para John, o filho mais velho e do primeiro casamento. Agora a Sra. Dashwood e as filhas dependem da boa vontade do irmão em sustentá-las. Sem muito apreço por elas e muito influenciado pela esposa, ele destina às irmãs uma quantia mínima para que continuem a usufruir do mínimo de conforto ao qual estavam acostumadas, o que as permite alugar um chalé na propriedade de Sr. Middleton, primo distante da mãe. Então, quando as Dashwood se mudam de Norland para Barton, as relações amorosas, de amizade e familiares começam a se desenvolver e novos personagens entram nas vidas das irmãs.
Na sociedade aristocrática da Inglaterra Georgiana, tradicional ao extremo e movimentada por uniões matrimoniais, nesse momento elas eram consideradas pobres. Não ao ponto de precisarem trabalhar para sobreviver, o que para a posição que ocupavam era impensável, ou melhor, nem chegou a ser uma hipótese, mas de não terem um dote, o que significava não poder realizar um bom casamento. E quando os interesses amorosos das personagens começam a se desenrolar a situação financeira delas sempre é uma questão a ser considerada.
Podemos associar o título do livro às personalidades das irmãs, Elinor é mais racional e prática, enquanto Marianne é sensível e passional. Porém ao longo da história elas são postas em situações que colocam essas características à prova e até transformam um pouco a forma como cada uma se relaciona com o mundo e principalmente com as pessoas que as cercam, o que acredito, tenha influência sobre o desfecho da obra.
Em relação a escrita da autora, não se assuste, a leitura de Razão e Sensibilidade não é nenhum bicho de sete cabeças, mesmo datando do fim do século XIIX e início do século XIX. Sim, há palavras rebuscadas e uso da linguagem formal em todo o livro, mas nada que seja impossível de se compreender. O ritmo é um pouco lento às vezes, porém as reviravoltas interessantes compensam.
Quanto à forma como nós leitores encaramos a história é que deve receber maior atenção. É sempre bom lembrar que na época, coisas como se tratar pelo primeiro nome já era um sinal de enorme intimidade, quase um noivado, então durante a leitura há momentos em que atitudes muito pequenas podem ter consequências gigantes e parecerem infundadas se vistas sob o nosso olhar contemporâneo. Também é importante estar atento as críticas sutis que Jane Austen faz a essa sociedade – hipócrita, machista e preconceituosa – daquele período, que geralmente aparecem nas ironias colocadas nas falas de alguns personagens.
Assim como em Orgulho e Preconceito, Jane Austen criou uma história envolvente, que nos causa empatia sobre seus personagens e nos faz torcer por eles. Essa característica somada à sua escrita primorosa torna essa leitura mais do que recomendada.
Espero que tenham gostado e até a próxima!


Não é o tempo, nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição.” p. 67 

“[...] o dinheiro só pode trazer felicidade onde não haja mais na que a traga. Além da abastança, ele não pode proporcionar uma satisfação real, no que se refere à nossa interioridade.” p.100

“Às vezes somos guiados pelo que dizemos de nós mesmos e com muita frequência pelo que outras pessoas dizem de nós, sem que paremos para refletir e julgar.” p.103

“Apesar das reformas e das ampliações que estavam fazendo na propriedade de Norland e apesar de seu dono ter estado havia pouco a alguns milhares de libras de distância de ter de vender tudo com prejuízos, não parecia haver nenhum sintoma daquela indigência que ele tentara inferir do caso: não havia nenhuma pobreza, de nenhum tipo, com exceção das conversas – ali, porém, a miséria era considerável.” p.243



06 maio 2019

[Anime/Mangá] Kore wa Zombie Desu ka? - Shinichi Kimura

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Resultado de imagem para kore wa zombie desu kaKore wa Zombie Desu ka? (これはゾンビですか?, Isto é um Zumbi? ?) é uma série de light noveljaponesa escrita por Shinichi Kimura e ilustrada por Kobuichi e Muririn, começou a ser publicada pela editora Fujimi Shobo em 20 de janeiro de 2009 e conta até o momento com 8 volumes. A série também possui um mangá escrito pelo autor Shinichi Kimura e ilustrado por Sacchi, a publicação iniciou-se em 9 de janeiro de 2010 na revista Monthly Dragon Age, onde possui até o momento dois volumes. Em maio de 2010 a editora Fujimi Shobo anunciou que a série seria adaptada em anime. A adaptação da série em anime produzida pelo Studio Deen e dirigida por Takaomi Kanasaki iniciou-se em 11 de janeiro de 2011 e foi finalizada em 30 de março de 2011, com 12 episódios. Um OAD foi lançado junto com a 8° edição da light novel em 10 de junho de 2011.Foi anunciada, pela editora Kadokawa Shoten, a produção da segunda temporada do anime.

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A história centraliza-se em um estudante chamado Ayumu Aikawa  que foi assassinado por um serial killer. Pouco antes dele morrer ele conhece uma garota chamada Eucliwood Hellscythe (também chamada por ele de Yuu). Como Yuu, é uma necromancer, ela consegue revivê-lo como um zumbi. Ele então continua "vivendo" para procurar seu assassino e conseguir se vingar. Mas após um mês, ele encontra uma Masou Shoujo (um trocadilho com a palavra Mahou shoujo) chamada Haruna e, sem querer, leva seus poderes mágicos, sendo forçado a se tornar um Masou Shoujo e lutar contra monstros chamados "Megalo". Com o tempo uma ninja vampira chamada Seraphim aparece em sua casa, para pedir a ajuda da Yuu em assuntos relacionados a sua vila ninja. Mas ela recusa-se, e após um série de acontecimentos, Seraphim acaba ficando na casa dele. Agora Ayumu que é um Zumbi, tem a companhia de uma Masou Shoujo, de uma Necromancer e de uma Vampira Ninja.

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O anime é "FULL" comédia, é totalmente sem sentido e é perfeito para pessoas tipo eu, retardada que gosta de rir de tudo, recomendo muuuuito esse anime porque ele é totalmente sem noção e é muito bom <3 
 
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