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17 outubro 2019

[Resenha] Jogo de máscaras - Pia Prates

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"Jogo de máscaras”; Autora: Pia Prates; Editora: Coerência; 386 páginas”.
     Em um colégio americano interno de elite, jovens vivem suas vidas de aparências. É o dinheiro quem define quem você é.
     Mai Backer é uma desses estudantes. Com personalidade muito forte, ela cultiva bons amigos e uma língua afiada. Ela namora Jasper desde muito nova, as famílias aprovam o relacionamento que é importante para as classes. Apesar dela gostar do namorado, ela não concorda com os ideais impostos por essa sociedade que leva a reputação e a vida financeira como prioridade.
     Após um momento de fraqueza, Mai recebe em seu “esconderijo” um visitante inusitado, West. Ele sempre foi para ela um cara odiável. O típico garoto galinha que não tinha nenhum tipo de atrativo além da beleza física. Porém, a forma como ele se aproximou conseguiu uma noite com ela. Noite, que ela não sabia, mas marcaria sua vida para sempre.
     Após o acontecimento, a culpa por ter traído Jasper a consome, mas no momento ela se sente tão ligada a West que sua mente se torna uma confusão. Mas esse é apenas o primeiro problema. Quanto mais ela tentava resolver o acontecimento, mais se complicava. O sentimento por West vai se intensificando, o que ela achou que não se repetiria mais, se repetiu com frequência e a necessidade de confessar a traição a Jasper a consome. Mas assim que ela conseguiu reunir coragem, outra pessoa já fez o serviço: Lily.
    Lily é a irmã de Jasper e também costumava ser a melhor amiga de Mai. Após o incidente com West, Mai percebeu um comportamento muito estranho com a cunhada que estava sempre cutucando-a, insinuando que sabia de seu segredo. Quando finalmente ela a expõe, Mai não pode mais fugir do segredo. Agora com tudo as claras, ela precisa lidar com West que tem um comportamento um tanto machista e babaca e com todo o colégio a chamando de vadia.
    Mesmo já tendo sido arruinada, Lily parece ainda querer aprontar mais contra a ex melhor amiga e os ataques começam a ter mais intensidade. Após um acontecimento terrível onde West, o garoto para quem ela já tinha entregado seu coração, a deixa levar uma surra enorme, ela se questiona mais uma vez sobre o caráter dele.
"Eu me sentia usada. Sentia-me igual a todas as garotas que ele levava para a cama apenas porque estava com vontade de levar”.

     Mas não para por aí, por algum motivo, Mai é muito piedosa e acredita de verdade que West é um garoto ferido que esconde suas dores por trás de todo o comportamento hostil. Além do desejo carnal muito intenso, ela acredita que a presença dele a faz melhor e que ela pode ajudá-lo também. O problema é era uma escola onde todos usam máscaras e confiar em alguém ali é um desafio arriscado demais.
     Um plot twist se revela para surpreender a protagonista e também o leitor que vai pode encaixar todos os acontecimentos e relacionar o título do livro com a história. Após essa grande revelação, o livro ganha um ritmo ainda melhor, sendo instigante até a última página. Com diálogos muito criativos entre os personagens, a história se constrói em um cenário de poder, onde o dinheiro comanda tudo.

    Eu mencionei que é uma história que se passa em terras americanas, mas só concluí isso por causa do nome do colégio e dos nomes dos personagens que são bem comuns por lá. Assim como várias histórias americanas que costumamos assistir, o livro expõe jovens mimados, preocupados com aparências, vivendo seus conflitos internos e sendo comandados por questões financeiras e de renome. A narrativa apresenta um discurso feito para incomodar. De forma dura e impactante, a história nos apresenta problemas sociais e empoderamento feminino em meio a diversos jogos manipuladores instigantes.

*E uma protagonista que eu quis muito socar a cara várias vezes. Desculpe, eu precisava desabafar. E eu ainda preciso conversar com outro leitor desse livro, ainda tenho muitas reações entaladas loucas para serem compartilhadas. Entre elas, vários "Eu não acredito que ele fez isso".

03 outubro 2019

[Resenha] Eu deveria ter confiado em você - Whitney G.

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“Eu deveria ter confiado em você”; autora: Whitney G; Editora: Universo dos Livros; 282 páginas.
     Esse é o terceiro volume que traz o desfecho dessa história sensual que envolve direito e balé. Tudo começa no primeiro livro quando Aubrey entra em um site para membros da advocacia se passando por advogada quando ainda estava cursando direito. O interesse dela era conversar com profissionais da área para que assim ela obtivesse ajuda nos seus exercícios acadêmicos.
     Mas lá ela encontrou Andrew, um homem com uma carreira incrível na área e que poderia acrescentar muito para ela. Mas o interesse dele no aplicativo era apenas para encontrar mulheres para “uma noite e nada mais” (esse é também o título desse primeiro volume), mas Aubrey parecia diferente, sempre com respostas perspicazes, perguntas inteligentes e ótimas observações. Eles criam um vínculo forte que é quebrado quando a mentira de Aurey é descoberta.
     Ela precisa de um estágio e é no escritório de Andrew que encontra. Ela sabe quem é ele, mas como no site de relacionamentos ela usa um nome falso e se descreveu totalmente diferente de como ela é, não tinha como ele saber que a garota pedindo um emprego e a garota com quem conversava a noite eram as mesmas pessoas. Mas foi difícil manter as duas personalidades quando o convívio presencial começou.
     Para piorar ainda mais a situação, fantasmas do passado de Andrew voltam a tona. Ele tem uma personalidade fechada, difícil, além de ser muito rude com todas as pessoas a sua volta. Sua vida pessoal é um tabu e ele quer que se mantenha assim. Porém, o outro lado, a parte de sua vida que ele quer esquecer, não deseja ser deixada de lado. E é nesse conflito que se inicia o segundo livro.

    Em “Eu deveria ter confiado em você”, Aubrey se dá conta que Andrew não tem mais conserto, que esse homem grosso que só pensa “naquilo” nunca vai mudar e ela não quer continuar convivendo com essa pessoa, resistindo a tentação, então ela decide ir embora e seguir a carreira que sempre sonhou: o balé. É só então que Andrew se dá conta que não consegue viver sem ela. E por coincidência do destino, ele se vê de volta próximo dela.
    Agora, tendo seus fantasmas do passado expostos, ele resolve assumir quem era e quem é e lutar pela mulher que ama e não vai medir esforços para isso. Quase como uma perseguição obsessiva, Andrew está sempre atrás de Aubrey para tentar uma reconciliação e até mais que isso. Porém, Aubrey está muito machucada e agora que ela sabe do segredo dele, ela tem ainda mais um motivo para não confiar mais nele.
   O livro é um romance erótico com um personagem com aqueles estereótipos bem populares: mandão, grosso, rude, sarcástico e gostosão. E o cenário em que essa história acontece é o que traz uma essência maior para a história: o direito. Ambos estão inseridos nessa carreira e o livro vai apresentando, entre seus capítulos, definições de termos utilizados no direito. Por meio da história é possível vivenciar um pouco dessa realidade, assim como somos também apresentados a arte do balé, outro cenário interessante que é abordado de forma realista, sem deixar toda a beleza que é característica da dança.
    É uma história instigante, cheia de mistérios em uma ambientação muito bem realizada e com altas doses devassas.


27 setembro 2019

[Resenha] O enigma no morango - Joanne Fluke

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“O enigma do morango”; autora: Joanne Fluke; Editora: Luz de papel; 224 páginas.
     Hannah, nossa confeiteira profissional e investigadora de crimes por acaso, tem mais um caso em mãos. Dessa vez o assassinado foi o Boyd, marido de Danielle, que, no primeiro livro, conta que ele agredia a esposa. Apesar de Hannah desgostar de Boyd, o crime acabou sendo levado para ela.
 “São as pessoas vivas que podem feri-lo, não as mortas”.
     Após o final do concurso em que Boyd era um dos jurados, Hannah dá a ele um de seus bolos para presentear Danielle que estava em casa com uma forte gripe. Pouco tempo depois, Danielle faz um telefonema nervoso para Hannah a chamando para ir até a casa dela imediatamente. Ao chegar ao local, ela encontra o corpo de Boyd já sem vida no chão e, em volta dele, seu bolo de morango com chantilly espalhado por todo o local misturado ao sangue do homem.
     Dessa vez ela está ainda mais envolvida com o crime, pois, como de costume, o primeiro suspeito é sempre o conjugue. E ainda tendo em Danielle as marcas de agressões, não seria surpresa se a esposa tivesse resolvido se vingar do marido agressor. Mas Hannah tinha certeza que não era isso que tinha acontecido e tinha certeza que Danielle era inocente. Para provar isso e desvendar o caso, mais uma vez a confeiteira se envolve em mais um caso de assassinato, buscando pistas.
“Investigação é um processo eliminatório. Você precisa pesquisar todas as possibilidades, e o que quer que sobre, independentemente de quão implausível seja, tem de ser aquilo”.
     Nesse segundo volume, Hannah tem sua irmã mais próxima dela. Juntas, elas percebem que podem ser mais eficientes para encontrar pistas. Essa atividade estreita os laços fraternais que antes eram tão escassos e a relação delas vai se fortalecendo. Hannah não está mais sozinha para desvendar esse caso, ela tem ao seu lado a sua irmã, que é ótima com pessoas e para xeretar coisas.
     Não há muita informação para ter um ponto de partida, apenas um telefonema que Danielle ouviu entre Boyd e uma mulher que falava embolado. Mas apenas essa informação já foi o suficiente para Hannah encontrar os primeiros suspeitos e dar início a investigação. Apesar de no caso anterior ela ter sido proibida pela polícia de se envolver novamente, ela trabalha de forma discreta, como uma civil comum e aos poucos junta o quebra cabeça.
     Assim como o livro anterior, somos agraciados em vários momentos com receitas deliciosas de Hannah, que sempre a acompanha em cada visita que ela faz. Seus pratos são fundamentais para conquistar respostas, além de trazer uma doçura maravilhosa para a narrativa.
     Como eu mencionei na resenha anterior, infelizmente apenas dois livros dessa grande série foi traduzida no Brasil, mas eu ainda mantenho a esperança de que os outros livros ainda venham para cá, ainda não estou pronta para me despedir dessa série tão deliciosa. Se você ainda não leu a resenha do livro anterior, clique aqui e confira.
“Hannah conseguiu manter um sorriso no rosto com dificuldade. Ainda bem que a Sra. Dodds tinha se aposentado. Ela teria taquicardia se visse Craig usando um lápis como marcador de livro. Sua frase favorita era Um livro é seu amigo e você não quebra as costas de um amigo
.


19 setembro 2019

[Resenha] A pequena livraria dos sonhos - Jenny Colgan

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Resenha: A Pequena Livraria dos Sonhos
Autora: Jenny Colgan
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 300

     “A Pequena Livraria dos Sonhos” é, acima de tudo, uma história sobre recomeços e amadurecimento. No romance, acompanhamos a divertida Nina, uma voraz leitora que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando a biblioteca pública na qual trabalha sofre uma repaginada e é transformada em um centro de mídia.
    Sem conseguir se adaptar, ela acaba perdendo o emprego e, já que tinha uma quantidade absurda de livros entupindo a casa que dividia com sua amiga, Nina toma uma decisão drástica e decide perseguir o seu maior e mais antigo sonho, ter a sua própria livraria e poder indicar a obra perfeita para cada pessoa. Mas como? E, principalmente, onde?
     O anúncio da venda de uma vã a faz parar na Escócia, mais precisamente na cidadezinha de Kirrinfief. Nesse lugar bem pequeno, cercado por uma natureza exuberante e ao qual a pressa dos grandes centros urbanos não alcança, Nina encontra mais do que o local ideal para recomeçar a escrever a sua própria história, ela encontra um lar.
“Ficou com o olhar perdido no horizonte enquanto tentava pensar, com seriedade e sinceridade, na própria vida: lá em cima , onde tudo era mais claro e era mais fácil respirar, ela não estava cercada de um milhão de pessoas cheias de pressa, correndo, puxando, empurrando, berrando ou conquistando coisas que eram prontamente postadas no Facebook ou no Instagram, fazendo com que todas as outras pessoas se sentissem incapazes.” (p. 47)
     Infelizmente, o processo de amadurecer não é fácil e nem rápido, mas para Nina, a situação é um pouquinho mais complicada, afinal é difícil admitir que a vida, na maioria das vezes, não se desenrola como nos livros, em especial quando o assunto é romance. As expectativas criadas durante uma vida inteira de leitura sobre casais apaixonados levam a nossa protagonista a esperar grandes gestos e declarações, mas aos poucos ela percebe que há mais carinho em pequenas ações na rotina diária do que em piqueniques sob a luz do luar.
     Com escrita fluida e rápida, a autora nos leva por uma divertida viagem à vida no campo em uma velha vã cheia de livros e decorada de maneira impecável, sem esquecer as luzinhas como toda a boa estante, claro, além de nos dar preciosas dicas para encontrar o espaço mais confortável para ler. Em “A Pequena Livraria dos Sonhos” Jenny Colgan escreve uma carta de amor aos livros, como um verdadeiro leitor escreveria.
“[...] um dia com leitura é sempre um pouquinho melhor do que um dia sem leitura, e eu desejo a você uma infinidade de dias maravilhosos." (p. 13)

15 setembro 2019

[Look literário] #35 Turma da Mônica


Olá, pessoal! Já que estamos em clima de “Turma da Mônica: Laços” no cinema, resolvi criar looks inspirados nesses quatro amigos que fizeram a infância de muitos de nós e ajudaram a formar vários leitores. Por isso, hoje, em homenagem à Monica, Magali, Cebolinha e Cascão, o look literário é quadruplo!
Eu sei que existe a Turma da Mônica Jovem, mas é no clássico guarda-roupas de um vestido só que irei me basear, ok? Então, começando pela dona da rua, que não desgruda de uma certa pelúcia azul, tem um apego forte pela cor vermelha e o famoso “pavio curto”, a Mônica.

Monica
O ponto de partida para o look da Monica foi a saia vermelha. Escolhi um modelo com botões na frente, numa vibe meio “anos 90” que decidi adotar para todo o visual, por isso, temos a jaqueta jeans numa lavagem média e a blusa estilo cropped canelada com decote redondo. Nos pés um All Star de cano alto vermelho e nos acessórios, além da mochila com chaveiro de pompom, coloquei uma homenagem ao nosso querido Sansão no colar, que tem um pingente em formato de coelho.







Magali
Agora é a vez de Magali, a melhor amiga da Mônica e dona de um apetite praticamente sem fim (assim como muitos de nós!). Seguindo o característico amarelo de seu vestido nas histórias em quadrinhos, escolhi uma salope, que nada mais é do que uma jardineira que tem uma saia no lugar do shorts na parte de baixo.
Encontrei essa blusa canelada em off White com manga ¾ que tem um ar mais sério para contrastar com a alegria do amarelo e também da bolsa de melancia que parece ter sido feita para a Magali! Escolhi um elástico de veludo preto para o cabelo e brincos delicados com uma zircônia vermelha. Nos pés optei pelo tênis branco, já que temos bastante informação nas roupas e acessórios.







Cebolinha
Chegamos a ele, que troca o R pelo L do jeito mais fofo e cuja principal alegria parece ser inventar mil maneiras diferentes de tirar a Mônica do sério, o dono do Floquinho, Cebolinha. Na “vibe” verde e preto, característica do personagem, comecei a escolher as peças de maneira diferente, a primeira coisa que vi foi o foi All Star verde de cano alto e achei que seria perfeito para a ideia que tinha na cabeça sobre o Cebolinha se vestiria.
Em seguida escolhi o jeans em uma lavagem preta com alguns rasgos na altura dos joelhos, depois a camiseta branca básica e então uma camisa verde militar para completar. Por último, mas não menos importante, vamos aos acessórios. Decidi escolher um relógio com pulseira de couro marrom (fake, obviamente) e uma mochila de ombro preta com detalhes também e marrom.







Cascão
Por fim é a vez dele, que passou a infância fugindo da menor gota de água, nunca abandona os planos malucos do seu melhor amigo Cebolinha e por isso as vezes acaba levando umas “coelhadas”, o Cascão. A primeira coisa que pensei foi que não poderia faltar uma peça xadrez, então a camisa acabou sendo meu ponto de partida.
Resolvi adaptar o amarelo característico do personagem para um tom de caramelo que aparece na jaqueta e, por baixo de tudo, uma camiseta branca com gola v, já que temos bastante informação em cima. Optei por um jeans básico de lavagem mais clara e nos pés um tênis branco e preto. Finalizando com uma mochila e óculos de sol em tons de marrom.





14 setembro 2019

Doação de livros do mês de Setembro/2019


     Oi oi, leitores!
     Vamos dar início agora a uma das melhores listas de doação do ano! São 50 livros diversos e estou ansiosa para dar um novo lar a todos eles! Conto com vocês.
     Mais uma vez gostaríamos de agradecer a nossa parceira, Lea Lopes, do Coletivo Curta Cultura que faz um trabalho lindo de realizar a busca de um livro desejado para os leitores e ainda realizar um delivery de livros. Se quiserem conhecer mais do trabalho dela, acessem: Coletivo Curta. Ela contribuiu com livros para mais uma edição do projeto, então meu muito obrigada!
     Conto com vocês também para a divulgação dessa lista. Vamos espalhar o projeto para que mais pessoas tenham acesso a ele. Quero ver todos os livros da lista ganhando novos lares. Divulgue nas suas redes sociais, nos grupos de leitura, grupos da família, enfim, com todos os apaixonados por livros. Agradeço desde já!
     E então, vamos adotar um livro?

12 setembro 2019

[Resenha] O livro das coisas perdidas - John Connolly

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“O livro das coisas perdidas”; Autor: John Connolly; Editora Bertrand Brasil; 363 páginas.
     David, um jovenzinho muito apegado a sua família, vive um terror quando sua mãe fica doente e logo falece. Pouco tempo depois o pai dele anuncia que vai se casar com outra mulher chamada Rose que já tem um filho, um bebê chamado George. O que era pra ser um recomeço, se torna pra ele uma tortura de ciúmes.
     O garoto possui crises desde que perdeu sua mãe, nelas ele perde a consciência e desmaia, acordando tempo depois com lembranças de ter alucinado. Com essa nova família, David sente-se de segundo plano para o pai, o que o aborrece muito.
     Rose tenta se aproximar do garoto, mas não tem muito sucesso além do momento em que ela conta sobre a casa onde eles estão vivendo. Rose herdou essa casa enorme onde David e o pai vieram morar. Rose relata que um ancestral dela fugiu com outra criança da casa e que nunca mais foi visto. Essa criança fugitiva, era a dona do quarto onde David se instalara. O local era repleto de livros que Rose afirmou ser a paixão do garoto que vivia ali anteriormente. Fascinado com os livros, ele começou a sentir-se melhor em morar ali, mas se assusta quando começa a ouvir sussurros dos livros.
     Mas essa é apenas a primeira cosia estranha que acontece naquela residência. Dias depois ele vê uma figura estranha no quarto do seu meio irmão. Um homem torto, magro, uma sombra escura. Ele ficou mais curioso do que amedrontado e ficou observando até que a criatura retornasse ao jardim. Ele parecia querer o bebê, aquele bebê que roubara a atenção de David, aquele bebê filho de Rose, mulher que queria ocupar o lugar de sua mãe.
“No fim, a coragem não fora suficiente. Este mundo não recompensava a coragem. Quanto mais David pensava, menos queria fazer parte dele.”
     Ainda de pijama e motivado pela raiva que estava da nova composição de sua família, David resolve explorar o local e ao ouvir a voz de sua falecida mãe o chamando, encontra uma passagem na parede. A voz o chamava, dizia para ele ir ao encontro dela e tentado a reencontrar sua mãe, ele foi.
     Após atravessar, ele percebe que saiu de uma árvore e foi levado para outro mundo. Um lugar fantasioso, parecido com os livros que havia lido das estantes do quarto que ocupava. Logo que chegou ali, foi descoberto por um lenhador que o apresenta aquele novo mundo. Curioso, o garoto marca a árvore pela qual saiu e se motiva a explorar o local antes de voltar. Ele não esperava que o homem torto que ele havia visto em sua casa o queria muito ali.
     As marcas na árvore logo sumiram, a passagem desaparecera e a única esperança que restou ao garoto é buscar o rei desse local. Há uma lenda que diz que esse rei é muito sábio, que adquire toda a sabedoria de um livro que possui, o livro de todas as coisas. Acompanhado pelo lenhador, ele decide trilhar o caminho para encontrar esse homem e pedir para voltar para casa.
     A semelhança com a história de O mágico de Oz é real. Assim como outras lendas são implementadas no decorrer da narrativa desse livro. Criaturas mágicas e contos de fadas com toques macabros compõem a trama trazendo uma aventura impressionante. As referências são bem construídas e logo que começa nós conseguimos identificar. Talvez tenha alguma relação com os contos de Grimm.
     David que entrara naquela floresta uma criança ainda de pijama, precisa amadurecer e usar de sua sabedoria para enfrentar verdadeiros perigos, principalmente quando o lenhador sai de seu lado e ele se vê sozinho em meio a um mundo assustador cheio de lobos homens e outros seres extraordinários.
“Já fui ferido antes, e uma vez tão gravemente que chegaram a temer pela minha vida. Posso me lembrar da agonia que senti, e não quero passar por isso novamente. Mas tive mais medo da morte de outras pessoas. Eu não queria perde-las e me preocupava com elas principalmente enquanto estavam vivas. Às vezes, acho que me preocupava tanto com a possibilidade de perde-las que realmente não conseguia desfrutar o prazer de sua existência."


05 setembro 2019

Dr. Stone

 
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