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12 maio 2019

Eu nasci leitora

            Desde a barriga da minha mãe fui apaixonada por livros. E tenho uma boa teoria para confirmar isso.
Minha mãe nunca gostou de ler, nunca teve incentivo e nunca cultivou essa paixão. Porém, no período em que ela estava grávida de mim, ela criou um desejo incessante de ler. Lia de tudo, panfletos, jornais (mesmo que antigos), livros e revistas. Passou todo o período de gestação como uma leitora compulsiva. E então eu nasci. E o desejo por leitura que ela possuía, desapareceu. É claro, era eu quem pedia para ela ler pra mim, ali dentro dela e ela atendia carinhosamente o meu pedido.
Aprendi a ler muito cedo, com três ou quatro anos eu já sabia juntar as letras e e as palavras. Aprendi sozinha. “Quem será que ela puxou?”, se perguntam meus pais. Até hoje. Não tive incentivo para leitura, não tive alguém que me inspirasse. A paixão pelos livros é algo intrínseco a mim.
Por ter ingressado no mundo da leitura muito cedo, não me lembro qual foi o primeiro livro que li, mas sei qual foi o primeiro que ganhei e que li e reli centenas de vezes: Bisa Bia, Bisa Bel, escrito por Ana Maria Machado que, nos meus primeiros anos de leitura, julguei como a melhor autora. Logo depois veio “A Bolsa amarela” de Lygia Bojunga que dividiu a atenção com o livro anterior. Foram anos com apenas esses dois livros maravilhosos me fazendo companhia, onde eu alternava a leitura e os relia constantemente.
Quando iniciei os estudos em uma escola, minha vida literária se desenvolveu, passei frequentar mensalmente a biblioteca da minha escola. Minha professora passava uma tarefa ótima de ler um livro por mês e entregar uma resenha. Todos que concluíssem ganhavam uma estrela no painel. Não é difícil imaginar que eu sempre ganhava todas as estrelas. Mas mais do que isso, eu fazia isso com o maior prazer! Foi dessa forma que acabei descobrindo que o mundo da literatura era enorme e maravilhosamente mágico.
“O que quer ser quando crescer?” me perguntavam. E desde os quatro anos eu já respondia “quero ser escritora”. Escrevi meu primeiro romance aos onze anos, mas tive minha historia “roubada” quando levei para os meus colegas de escola lerem. Desde então sofri de um “bloqueio”, mas recentemente retomei esse sonho e estou trabalhando em uma nova história. Mas tenho uma concluída que foi publicada no meu TCC, quando me formei em Jornalismo, profissão escolhida também por causa da minha paixão pelas palavras.
Mas atualmente, não só quero escrever livros, mas também quero trabalhar com livros. Não só escrevê-los, mas lê-los, fazê-los e divulgá-los. Quero passar minha vida toda envolvida por eles.
Por enquanto, compartilho dessa paixão no Estante da Josy, onde falo sobre literatura no geral e desenvolvo um projeto de doação de livros para incentivar outras pessoas ao hábito da leitura. Posso dizer que já possuo uma pequena biblioteca particular da qual me orgulho diariamente. Sempre me emociono ao olhá-la, pois eu sei que cada um daqueles livros possuem duas histórias: a que eles carregam em suas páginas e a que escrevemos juntos, de como eles chegaram até mim, da diferença que fizeram na minha vida.
Mãe, obrigada por ter atendido meu pedido quando eu ainda estava me formando em uma pessoa e obrigada por sempre me incentivar nos meus sonhos. Se hoje sou quem sou, eu devo a senhora. Muito obrigada!
E Feliz Dia Das Mães à todas mamães que inspiram seus filhos a cada dia 

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