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14 janeiro 2019

[Resenha] Estarei aqui - Daya Alves

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     “Estarei aqui”; autora: Daya Alves; editora: Coerência; 324 páginas.
   “-Senhorita, às vezes não reconhecemos quando a vida nos dá uma nova oportunidade para recomeçar; o motivo pelo qual você chora hoje pode ser sua salvação amanhã”.
Paloma ficou quatorze anos com um homem que acreditava ser o amor da sua vida. Fã do amor, ela é organizadora de casamentos e sonha diariamente com o dia que organizará o seu. Mas todo o seu sonho se despedaça quando, em uma das suas constantes trapalhadas, ela vai parar no hospital e encontra seu noivo com outra mulher.
     Tomada pela decepção, a jovem começa a desacreditar do amor. Entretanto, o destino tinha outros planos para ela e se encarrega de colocá-la no caminho de Enrico, um médico venezuelano dono de uma bela pele morena e de um lindo par de olhos verdes. Ele atende no SAMU e a atendeu nas diversas confusões em que a moça se envolvia. Essa aproximação constante foi despertando algo entre eles, porém, com histórico de atrapalhadas dela, é óbvio que isso não seria tão fácil.
“-Menina! Quanto tempo faz que não experimenta a areia sob seus pés; ou parou para ouvir o canto de um passarinho no meio das buzinas da cidade; ou ainda o aroma das plantas e da terra depois de um dia chuvoso? 
-Senhor, com minha falta de sorte é capaz de tropeçar nessa areia, derrubar o passarinho e cair de bunda nas plantas!”
     Para entender o quanto Paloma é, digamos, “desajeitada”, vou contar como ela conheceu o Enrico. Já no início do livro descreve essa cena: Paloma na cozinha cortando queijo quando acidentalmente corta seu próprio dedo. Ela tenta parar o sangramento lavando na torneira da pia, mas não adianta. Quando a tia dela entra no cômodo, vê a cena e acaba desmaiando. Paloma, assustada, tenta ajudar, espalhando ainda mais sangue pelo chão, além de derrubar a faca toda ensanguentada. Então ela liga pro SAMU e tenta descrever a cena, mas quando o socorro chega e ela vê, além do SAMU, também a polícia militar e o corpo de bombeiros, ela percebe que fez besteira. O atendente do SAMU, Enrico, quando é atendido na porta para atender a ocorrência, não tem nem tempo de descobrir que foi tudo um mal entendido, pois Paloma também desmaia e assim, as duas são levadas desacordadas para o hospital.
     O livro é narrado em primeira pessoa, o jeitinho divertido de Paloma é bem representado conforme a história vai sendo narrada. A diagramação é delicada e intercalada com uma ilustração encantadora e ao mesmo tempo bem divertida. 
   Vários personagens possuem características marcantes que os tornam muito importantes para a trama. Por exemplo a tia de Paloma, que possui um buffet e vive comparando todas as coisas com comida.
 “Não esperava menos de você, rapaz! Nunca me engano em avaliar as pessoas e, quando bati o olho em você, sabia que tinha selo da Friboi”.
     Não demorou muito para Paloma se apaixonar perdidamente pelo Enrico, mas demorou muito para que entrassem em sintonia. E isso nem tem a ver com o fato dele ser de outro país e de, constantemente, misturar o idioma dele com o nosso.
“Ai, apesar de adorar esse sotaque, prefiro que você aperte a tecla SAP”.
     O chick-lit proporciona diversas risadas e vários momentos de fofura, afinal, Rico é um verdadeiro príncipe. Porém, com todas as atrapalhadas da moça que vão tomando proporções cada vez maiores, vai ficando difícil. Mas por sorte eles possuem uma ajuda divina, um cupido que está encarregado de juntar esses dois. Quando está escrito no destino, nada poderá mudar.
“O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.” – Machado de Assis.




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