[Resenha] Questão de honra - Yuri Belov



Olá leitores, como estão? Hoje gostaria de dividir com vocês minhas impressões sobre o livro “Questão de honra – A face da morte no dorso de um cavalo” de Yuri Belov (nome fictício). Lançado pela selo Talentos da Literatura Brasileira da editora “Novo Século”, a publicação possui 476 páginas e 30 capítulos.

Sinopse
Tristan Drake, um ex – oficial das forças especiais britânicas que também atuou no MI-6 nos tempos da Guerra Fria, ocupa hoje a posição de diretor de operações de uma empresa de arqueologia marinha instalada na Ilha de Malta.

            Um dos navios da empresa se envolve num terrível e suspeito acidente. A tripulação, ferida e exilada, precisa urgentemente de socorro. Tristan, diretamente responsável por eles e num beco sem saída, recebe a providencial ajuda de um rico indiano radicado em Londres. Em troca, Tristan insiste em auxiliar o milionário a resgatar o filho Khaled, um jovem e talentoso hacker visto pela última vez em um misterioso vale encravado nas montanhas do Paquistão.
            Começa a partir daí uma extraordinária jornada por lugares exóticos, dos confins da China a uma mina de coltan, um precioso minério, na África, onde a crueldade parece não encontrar limites. Porém, tornou-se questão de honra para o veterano ex- oficial saldar sua dívida, mesmo que para isso acabe por se envolver numa conspiração sem precedentes.
            Questão de honra é um livro eletrizante, com ação interrupta, no melhor estilo dos grandes romances de espionagem. Yuri Belov, com riquezas de detalhes e pesquisa profunda, tece uma narrativa a um só tempo empolgante e contundente, com um olhar crítico e audacioso sobre os tempos em que vivemos.
            E posso dizer de antemão que o livro me cativou logo de início, pois a escrita do autor é muito agradável de ser acompanhada, e apesar de ser uma história que aborda vários países, dados históricos e uma cultura nova, a maneira como ele caminha com sua obra e o vocabulário simples, tornam a leitura de fácil compreensão. Entre os capítulos também podemos encontrar imagens.
            Como o próprio título segure, a história é sobre um homem que não mede esforços e enfrenta muitos perigos para saldar mais que uma simples dívida, uma questão de honra. E no meio dessa eletrizante narrativa ainda podemos encontrar muitos dados reais sobre os confrontos envolvendo na Síria e no Iraque, detalhes que tornam a obra ainda mais real e emocionante. Mesmo que você nunca tenha ouvido falar do autor, é visível seu estudo e pesquisa para compor os detalhes primorosos de sua história.
            Tristan não pode imaginar que ao ir ao encontro de um rico Sheik para agradecer por um grande favor, terá a sua vida um novo acréscimo de adrenalina, aventura e muito perigo. Para ele, ajudar o poderoso indiano que reside em Londres, a encontrar seu filho desaparecido, é muito importante. E, é a partir deste momento que nos vemos vivendo suas aventuras e todos os segredos que essa missão pode esconder, onde o que parece certo agora, talvez traga surpresas mais adiante.
            A narrativa do autor nos proporciona muita ação e sua escrita é muito competente para os propósitos de sua obra. Esse livro é indicado para quem gosta desse gênero de ação e riqueza de detalhes, e também para quem curte saber mais sobre os conflitos que ainda são tão recentes nas áreas abordadas no livro.
            Por hoje fico por aqui! Hoje os deixo com alguns trechos bem interessantes da obra! Até a próxima!
            “- Bem, talvez eu possa ajudar em tentar trazer seu irmão de volta. Acho que não tenho mais idade para algo desse tipo, mas creio que ainda me resta um pouquinho de fôlego.
            - Por favor, Comodoro, o senhor não nos deve nada. Ficaríamos imensamente gratos, mas você não tem qualquer obrigação de fazer isso.            -  É uma questão de honra, senhorita, se me permitir”Pág. 36
            Ao terminar o encontro com Fleming e de retorno a Londres, Drake ficou estupefato com o que acabara de tomar conhecimento. Ao mesmo tempo, sentia-se satisfeito por ter impedido que um instrumento com alto poder de destruição tivesse caído em mãos erradas, mas também temia que reações fossem desencadeadas por organizações ou governos para se apossarem de tal artefato. Ele sentia que a coisa teria desdobramentos.”
Pág. 247

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