[Resenha] Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco

Resultado de imagem para Amor de Perdição                Olá leitores! Hoje trago um clássico da literatura do autor Camilo Castelo Branco (1825 – 1890). A obra Amor de Perdição é daqueles livros que se lê, e se apaixona de cara.
                Mas antes de falar do livro em si, gostaria de dividir uma pouco da história do autor, que apesar de trágica foi bem intensa.
Sobre o autor:
                Camilo Castelo Branco ficou órfão de mãe aos dois anos. Aos dez, perdeu seu pai. Acabou sendo criado por uma tia e irmã, e sempre recebeu uma educação religiosa.
                Aos dezesseis anos se casou com Joaquina Pereira, de quinze anos. Do seu primeiro casamento ele teve uma filha, que faleceu aos cinco anos. Nos anos de 1843 e 1846 tentou sem sucesso a faculdade de Medicina na cidade de Coimbra.
                Mas parece que sua vida sempre esteve mesmo ligada a escândalos. Ainda em 1846 ele foi preso por raptar uma jovem, com quem acabou tendo outra filha. Em 1847 ficou viúvo de Joaquina.
                Em 1850 ele conhece Ana Plácido, por quem se apaixona perdidamente. Mas quando ela se casa com o brasileiro Pinheiro Alves, sua desilusão é muito grande, e ele acaba entrando para o Seminário.

                A polêmica continua, e no tempo em que esteve no seminário, ele manteve um caso com a freira Isabel Cândida. Em 1859, Ana se divorcia do marido e passa a viver com o escritor. Camilo e Ana são perseguidos pela justiça, e acabam presos. Neste período ela acaba escrevendo o livro Amor de Perdição, que se foi baseado em suas próprias histórias de amor e na peça Romeu e Julieta de Shakespeare. Esse livro foi publicado em 1862 e teve boa popularidade.
                Mas as fatalidades não abandonam o autor e ele vê seu filho ficar com sérios problemas psicológicos, diagnosticado com loucura. E em 1867 em consequência de uma sífilis, ele começa a ficar cego. E em 1890, Camilo coloca fim em sua vida com um tiro de pistola.
                 Então leitores, como podem observar só a história do autor já daria um livro de drama para ninguém colocar defeito.
                Sua obra se inicia apresentando ao leitor Domingos Botelho e Rita de Castelo. Enquanto ela tem muitos parentes no reino, ele tinha poucos bens e não era considerado belo. Muitos o julgavam sortudo por ter conseguido um casamento tão bom.
                Desta união, nasceram cinco filhos. Manuel o primogênito, logo depois nasceu Simão, Maria, Ana e Ritinha.  Seu filho mais velho, sempre reclamava em suas cartas a seu pai, do irmão Simão, que era conhecido em Coimbra por fazer algazarra e criar muita confusão.
                Quando Simão volta para Viseu, se apaixona por sua vizinha Tereza. Porém os jovens logo começar a perceber que não será fácil viver esse amor, pois as famílias são inimigas. E no meio deste amor que parece impossível, surge Mariana, filha do humilde João da Cruz, que também fica encantada pelo jovem Simão.
                E como confusão pouca é bobagem, surge Baltazar, primo de Tereza que lhe propõem casamento. Mas a moça é sincera, e conta que ama outro. E neste momento que começa a aparecer à verdadeira personalidade de Tadeu Albuquerque, pai de Tereza e arqui-inimigo de Domingos Botelho.
                Como é possível perceber, se trata daqueles romances, que são cheios de intrigas, amor impossível e drama. Características típicas do autor.
                Eu achei a escrita do autor muito interessante, principalmente a maneira como ele conduz o amor e todo o sentimentalismo que é clássico neste tipo de trama. Os personagens são muito bem trabalhados e a escrita, apesar de ser de “época” não prejudica a compreensão da história.
                Esse livro é indicado para quem gosta de uma bela história de amor, repleta de amores impossíveis e romantismo.
                Por hoje fico por aqui! Até a próxima resenha!


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