[Resenha] Sábado a noite - Babi Dewet

Resultado de imagem para sabado a noite capaResenha: Sábado à Noite
Autora: Babi Dewet
Editora: Generale
Número de Páginas: 324

Este é o primeiro volume de uma trilogia que já me conquistou no primeiro livro. Caso você ainda não saiba Sábado à Noite, ou como os fãs e a própria autora se referem a ele “SAN”, começou como uma Fanfic, até que a autora, Babi Dewet, decidiu publicar o livro de forma independente e foi assim que a história saiu das telas e ganhou as páginas. Em 2012, o primeiro livro foi republicado pela editora Generale, assim como os dois últimos volumes. 

Acredito que acima de tudo, essa história seja sobre amizade, relações e conflitos da adolescência, porém com um senso de humor incrível, o que torna tudo mais leve. Em Alta Granada (cidade fictícia onde a trama se desenrola), um lugar pequeno, litorâneo, onde todos se conhecem é que vivem nossos personagens.

Inicialmente, nós conhecemos o grupo das populares e o grupo dos rejeitados, porém descolados, “marotos” (sim, isso é uma referência a Harry Potter!), que estão começando uma banda, porém ninguém sabe disso, ainda...
Esse é um aspecto bastante único na história, pois a autora fugiu um pouco do óbvio e não nos apresentou garotos nerds que sofrem calados e tem medo de confrontar. Muito pelo contrário, aqui eles assumem que são diferentes e respondem quando sofrem algum tipo de bullying, o que é um grande incentivo para quem enfrenta esse tipo de situação na vida real. Geralmente, eles respondem com bom humor, o que rende ótimas risadas.

“ – Jesus Cristo e os doze apóstolos, o que é isso? – Fred gritou com uma voz fina, quando viu Daniele arrebentado em casa com os dois amigos. ”

Já o grupinho das populares, que aparentemente não suporta os “Marotos”, é o típico grupo de meninas que não se misturam, tentam manter uma imagem perfeita o tempo todo e só tiram notas altas. Mas, o que as aparências escondem é a profunda (e linda!) amizade que Amanda, uma das populares tem com Bruno, um dos “Marotos”, desde a infância e o amor que a menina sente por Daniel, outro “Maroto”.

“ – Daniel, você está sorrindo por quê? Isso é sério.   - Eu sei que é, mas eu... não consigo olhar para você e não sorrir, me desculpe.”
A vida desses dez adolescentes começa a se complicar quando surge um trabalho em duplas e adivinhem só?! Amanda e Daniel são escolhidos para fazerem o mesmo projeto. É nesse momento que ambos não conseguem esconder o que sentem um pelo outro, mas para todos os efeitos e para o resto da escola, eles se odeiam, afinal ela é popular e ele, um “zé ninguém”.

“ – Ela está acostumada com a popularidade e com a beleza – Caio continuou. – E do nada aparece um cara feio que nem você, perdedor, despopular ao quadrado, se é que existe essa palavra, e cheio de amor pra dar. Ela se apavora”

Então, a escola anuncia os bailes de sábado à noite, uma festa que pretende reunir todos os alunos, e precisa de uma banda para tocar ao vivo. Logo os Marotos se oferecem, pois a oportunidade parece ótima, mas os garotos são conhecidos por não levarem as coisas a sério (e por aprontarem um pouquinho além da conta) e são recusados. 
Mas, nem tudo está perdido, eles decidem usar máscaras para se apresentar e arranjam uma maneira para o diretor da escola aprovar a misteriosa banda “Scotty”. Entre uma música e outra, (sim, o livro traz algumas letras de música originais), você vai se envolvendo na história, se apaixonando pelos personagens e torcendo por cada um deles.
Entre muitas referências a filmes, séries e músicas, é bem provável que você ria, chore e perca o fôlego no desenrolar da leitura. Aos poucos, você vai enxergando que as pessoas não têm somente uma versão de si mesmas e que se manter fechado pode ser um desperdício.  
Poderia passar horas falando sobre essa história, sobre esse tipo de adolescência, que é bem diferente da que eu tive e que mesmo assim, fez com que me sentisse parte daquela realidade. Esse é o tipo de livro que te faz esquecer do que está em volta, mergulhar nas páginas e não soltar até chegar a última frase.

“ Daniel ficou observando o jeito de Amanda, seus trejeitos. Como o cabelo da menina caía do coque de forma tão bonita e, ao mesmo tempo desleixada. Como ela sorria, fazendo as bochechas ficarem vermelhas, enquanto fechava os olhos para rir. Como tinha conseguido viver sem isso até agora? ”

“ – Abra os braços – o garoto franziu a testa -, abra a porcaria dos brações Daniel Marques! – ela gritou rindo, e ele abriu os braços imediatamente.  - Eita, garota louca! 

COMUNICADO: 
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Nos desculpe pelo transtorno e espero que gostem da solução encontrada pelo blog.


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