[Resenha] A Menina da Saia Rosa - Elilene Araújo
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"A menina da saia rosa"; autora: Elilene Araujo; Editora: Pendragon; 237 páginas.
Neste livro nós vamos conhecer a história de Helena, uma
jovem de 17 anos, com incrível talento para a música. Além de amar tocar piano,
a garota também canta muito bem. Helena é bastante apegada aos pais e aos
irmãos e no decorrer dos acontecimentos nós passamos a entender o motivo que os
levou a serem tão unidos.
A jovem é filha de Carlos, um renomado pianista e irá fazer
a sua primeira apresentação ao lado do pai. O concerto é um sucesso, o que leva
Mauro, um diretor de teatro que estava na plateia convidar Helena para ser a
protagonista de um musical. Ela aceita o convite e no primeiro ensaio conhece
William, seu par romântico na peça e logo ambos se apaixonam fora dos palcos também.
Além de retratar uma história de amor com todos os
ingredientes que já conhecemos, a autora discute temas importantes em seu livro,
como por exemplo, o alcoolismo e a maneira como a doença pode destruir uma
família. A verdade é que Letícia, mãe de Helena e seus dois irmãos, teve uma
realidade bastante difícil enquanto viveu com o primeiro marido, pai biológico
de seus filhos. Elvis era alcoólatra e em consequência disso, se tornava
bastante violento e agressivo tanto com a esposa, quanto com as crianças.
Quando Letícia consegue se libertar daquela situação, ela encontra amor e um
lugar seguro para sua família ao lado de Carlos, que considera Helena e os
irmãos como seus próprios filhos.
Apesar de todo o sofrimento pelo qual passou na infância,
Helena se tornou uma jovem alegre, otimista, que sempre tenta ver o lado bom
das coisas e também das pessoas. Um ponto perceptível no desenrolar da
romântica protagonista é que contos de fadas podem existir e não há problema
algum em acreditar neles, mas a vida real é cheia de imprevistos e escolhas
que, mesmo quando não são feitas por nós, podem mudar o curso de nossas vidas e
a partir disso, precisamos aprender a nos reerguer e continuar em busca daquilo
que desejamos e que nos faz felizes.
Acredito que a principal questão abordada pela autora seja o
perdão e como ele pode ser libertador, tanto para quem prática, quanto para
quem recebe. Ser radical demais em alguns ideais pode afastar aqueles a quem
você mais ama e quando perceber, será muito tarde para poder se arrepender e
pedir desculpas pelo que foi ou não dito.
Quanto a escrita, a forma como Elilene constrói alguns dos diálogos
deixa o texto um pouco cansativo, principalmente pelo fato de que algumas
palavras aparecem repetidas vezes em um mesmo trecho. Apesar disso, a leitura é
prazerosa e os personagens, cativantes.
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