[Resenha] Serafina e a capa preta - Robert Beatty

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     “Serafina e a capa preta”; autor: Robert Beatty; editora: Valentina; 235 páginas.
     Até então Serafina só sabia uma coisa sobre si mesma: ela era a C.O.R (Caçadora Oficial de Ratos) da Mansão Biltmore, onde ela e seu pai utilizavam o porão como moradia sem que ninguém soubesse. Apesar de uma vida solitária, ela ficava feliz por ter uma responsabilidade, uma atividade na qual era muito boa. Mas as coisas mudam quando a rotina da mansão é interrompida por um mistério: as crianças começaram a desaparecer e ninguém sabia do paradeiro e nem quem era o sequestrador. Mas dessa segunda parte, Serafina tinha um breve vislumbre, pois em uma de suas caçadas ela da de cara com o sequestrador, um homem horripilante de capa preta e com cheiro podre. Nesse primeiro encontro, ela vê Clara, uma das jovens da mansão, ser levada. Serafina tenta impedir, mas por pouco não é levada também.

     Desejando fazer o bem, ela se vê motivada a resolver esse mistério. E em busca dessa resolução, ela encontra as respostas para uma pergunta que ela nem sabia que fazia “Quem ela era verdadeiramente?”. Ela sabia que não era uma criança normal. Além de ter seis dedos, ela era uma criatura da noite. O que a levava a se questionar se ela seria uma pessoa má.
“Será que as criaturas más pensam em si mesmas como sendo más? Ou será que pensavam estar fazendo o que era certo? A maldade era algo que estava dentro do coração ou era como as pessoas viam as outras? Ela se sentia como se fosse boa, mas será que, na verdade, era má e só não sabia?”
     A primeira resposta sobre seu passado vem logo no início quando seu pai conta tudo que sabe sobre ela, que ele a encontrou na floresta em um estado deplorável e que ele nem sabia se ela sobreviveria. Ele a adotou e desejava que ela nunca mais fosse para a floresta onde ele a encontrou, pois aquele lugar guardava muitos perigos e ele a amava como uma filha e tinha medo de perdê-la. Serafina também amava seu pai, mas o desejo de solucionar o mistério era insistente e ela precisou enfrentar o medo e desobedecê-lo várias vezes.
     Na verdade ela começa a quebrar várias regras, ela faz um amigo e não se esconde mais de todo mundo. Determinada, ela parte para a aventura, tendo o apoio de seu mais novo e único amigo. E lá nas profundezas da floresta, ela não só encara ferozmente o inimigo, como também descobre tudo sobre quem ela é.
     Serafina não é uma garota normal. E ela prova isso surpreendendo a todos.
     A protagonista é esperta e soluciona o mistério muito cedo, apesar de seu amigo a fazer questionar sobre sua intuição. Então o suspense mesmo fica sobre descobrir o que ela é, como os sequestros aconteciam e o porquê. Esse é o primeiro volume da série e tem um desfecho que esclarece todas as pontas deixadas, por isso acredito que o próximo volume trará uma aventura diferente e talvez desenvolva um pouco do romance entre ela e Braeden, quem sabe? (Me desculpem, mas eu sempre vou esperar um romance, não me julguem).
     A narrativa é fluída e tem um pouco de fantasia, parceria e boa dose de mistério. É um livro que cativa não só pela protagonista “Girl Power”, mas pelo enredo instigante.

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