[Resenha] 60 horas - Amanda Nunes

 
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   “60 horas”; autora: Amanda Nunes; editora: Autografia; 414 páginas.
     Esse livro é uma combinação maravilhosa de ação e romance. De início já acompanhamos um cenário de muita bagunça: Hudson, um sargento da polícia e homem íntegro, acorda em sua casa desnorteado, com uma dor na nuca e após alguns passos descobre sua empregada quase morta no chão da cozinha. Em uma tentativa desesperada, ele tenta socorrê-la, mas foi em vão. Logo ele percebe também que sua amada esposa desapareceu.
     Louco por respostas, ele encontra um DVD com um bilhete que o mandava assisti-lo. E após ver o que continha no disco, sua vida muda completamente. Sua empregada havia sido assassinada, sua mulher, sequestrada, e em suas veias corriam um veneno que progredia o estado a cada minuto e prometia esgotar sua vida em 60 horas. Tudo isso foi arquitetado por um homem que se mostrava na tela usando uma máscara e que se denominava “Doutor V. V de vingança”. O que o homem exigia em troca de devolver a esposa de Hudson e entregar o antídoto do veneno era a quantia de 500 mil reais no prazo de 60 horas.
     Para salvar a vida de seu grande amor, Gabriela, Hudson vê sua vida se transformando em um verdadeiro GTA. Ele precisa conseguir a quantia exorbitante em pouquíssimo tempo, mas isso não é eticamente possível, então o sargento precisa violar algumas leis. Ou todas elas.
     Nesse processo, ele acaba conhecendo uma moça que se torna fundamental para dar início ao seu plano e logo envolve um velho amigo também. Juntos, os três se tornam uma quadrilha extremamente procurada pelo delegado Edson, que busca as respostas dos crimes que Hudson, um homem bom até o momento, começou a praticar desenfreadamente. 
     Confirmando o que vocês já devem ter desconfiado, os nomes dos personagens realmente são uma homenagem a dupla sertaneja, a qual detém uma grande admiração da autora. Os capítulos possuem muitas cenas de ação eletrizantes, principalmente na perseguição com carros populares na qual houve até trocas de tiros.
    Todos os capítulos são bem descritivos e acontece uma pequena confusão nas descrições dos personagens em um deles. Por sempre descrever bastante a cena, é possível ambientar tudo que acontece e viver as angústias de Hudson e as dúvidas de Edson. E eu posso afirmar que a trama é totalmente inédita. Não tem como prever os próximos acontecimentos, apesar de ser impossível não fazermos várias teorias. – Eu, por exemplo, consegui descobrir quem era o Doutor V. Toda a narrativa é feita com delicadeza, de forma perspicaz e cuidadosa. Mantendo um extremo cuidado para relatar cada assunto abordado, incluindo violência, morte e abuso sexual.
     Enquanto eu lia, eu comparei vagamente a história com Death Note pela questão da busca de um pelo outro. Claro que são casos totalmente diferentes mas, como os capítulos são narrados de forma intercalada entre os dois personagens principais: Hudson e Edson, quando era o Edson narrando, senti nitidamente a apreensão dele por não conseguir encaixar as peças desse crime e por não conseguir capturar o “criminoso” que sempre escapava. E do outro lado, Hudson sendo bem sagaz encontrando saídas inimagináveis para não ser pego e dar continuidade as ondas de crime que garantiria a liberdade dele e de sua mulher. Assim como Death Note, fiquei encantada com cada artimanha.
   É um livro fácil de ler, com uma escrita gostosa e uma diagramação maravilhosa. Consigo visualizar esse livro sendo adaptado para as telonas e logo passando na “Tela quente”. Aos fãs de livros de ação, adicionem a lista já!

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