[Resenha] Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

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Autora: Sophie kinsella
Editora: Record
Número de Páginas: 425
     Esse é o primeiro volume da série que nos conta a história da atrapalhada e divertida Rebecca Bloom, mais conhecida como Becky, uma jornalista de economia, que na verdade, tem uma relação de amor e ódio com dinheiro.
     “É isto que faço, por falar nisso. Sou jornalista de uma revista financeira. Sou paga para dizer às outras pessoas como administrar seu dinheiro”.
     A história é ambientada em Londres e Becky, uma jovem otimista que divide um apartamento com a sua melhor amiga Suze e, às vezes, se perde nos próprios devaneios, não consegue se controlar ao passar por uma vitrine bonita e bem decorada, ainda mais se esta vitrine ostentar um grande anuncio de liquidação.

     “Vejo fileiras de echarpes, cuidadosamente dobradas, com letreiros verde-escuros com os dizeres “50% de desconto”. Veludo estampado, seda enfeitada com continhas, cashmere bordado, todos com a assinatura discreta “Denny and George”. Elas estão em toda parte. Não sei por onde começar. Acho que estou tendo um ataque de pânico”.“Na verdade, acho que deviam incluir as compras como atividade cardiovascular. Meu coração nunca bate tão rápido quanto ao ver um aviso de “50% de desconto””.
     Mas além do fato de que ela simplesmente não consegue se controlar e acaba gastando bem mais do que deveria, Becky também se recusa a encarar os problemas e coloca longe do alcance de seus olhos, todas as cartas e avisos do banco e dos cartões de crédito. Ela chega a pensar que se esconder a correspondência, seus problemas irão desaparecer. Alguns dos trechos mais engraçados do livro são as desculpas que ela inventa para os cobradores.
     “Fiquei feliz por saber que encontrou o Senhor e aceitou Jesus Cristo como seu salvador, infelizmente, isso não influi no problema. Aguardo ansioso o recebimento de seu pagamento em breve. ”
     É com muito bom humor que a autora coloca a personagem nas maiores enrascadas quando Becky começa a buscar por alternativas mirabolantes para tentar pagar suas dívidas. Até, por exemplo, encarar o dono da maior empresa de RP financeira de Londres (e lindo!) Luke Brandon, ao vivo, em um programa de televisão. Para discutir, adivinhem sobre o quê? – Economia! 
     “É que ele sempre parece ter um olhar de reprovação quando fala comigo. Como se soubesse que sou uma completa fraude. [...]. É provável que o famoso Luke Brandon, além de ser um completo gênio, também consiga ler pensamentos. Ele sabe que quando olho para algum gráfico maçante, acenando que sim com um ar inteligente, na verdade, estou pensando num bonito top preto que vi na Joseph e analisando se tenho condições de comprar as calças também”.
     Entre um equívoco e outro, Becky inventa desculpas para não magoar os amigos, não preocupar os pais e então, ao longo da leitura, percebemos que ela não é só uma garota fútil que gosta de comprar (um pouco além da conta!). Aliás, a própria Becky prova para si mesma que ela é capaz, vejam só que ironia, de dar conselhos financeiros!
     Ah, se você, assim como eu, assistiu ao filme antes de ler o livro, vai estranhar algumas coisas como, por exemplo, o fato da história se passar em Londres e não em Nova York, como no longa. E muitas outras coisas também são diferentes, mesmo porque, como a maioria de nós já sabe, um filme nunca será igual ao livro. 
     Mas, (acreditem ou não!) a produção cinematográfica não me decepcionou e foi um incentivo para que eu me interessasse pela história. Em ambas as plataformas, a irreverência, bom humor e otimismo de Becky estão presentes. 

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