[Resenha] Me chame pelo seu nome - André Aciman

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            Olá leitores, como estão? Hoje gostaria de compartilhar com vocês um livro que li recentemente e fiquei totalmente apaixonada! Me chame pelo seu nome é do autor André Aciman, e foi lançado pela editora Intrínseca em 2018.
            Alguns de vocês podem ter a sensação de já ter ouvido falar deste nome, certo? É que no ano passado o filme baseado nesta obra, ganhou grande notoriedade e foi muito bem recebido pela crítica. A produção nas telonas ficou por conta do diretor Luca Guadagnino, e teve no elenco como Elio e Oliver, Timothée Chalamet e Armie Hammer respectivamente. O filme inclusive levou a estatueta como melhor roteiro adaptado.
            Eu já tinha assistido ao filme em 2017, e confesso que não sabia da existência do livro até ter lido mais sobre o assunto. Eu me apaixonei totalmente pela produção, que, diga-se de passagem, tem uma trilha sonora maravilhosa (recomendo muito), então fiquei muito curiosa sobre o livro.E para minha grata surpresa o livro é ainda mais incrível!
            Para quem ainda não ouviu falar sobre a obra, a história se passa em um verão na Itália, onde o jovem Elio passa as férias com seus pais, que são acadêmicos que costumam receber hóspedes para revisarem seus manuscritos. Neste período, o jovem costuma ceder seu quarto para o inquilino por longas semanas, este já é um hábito para Elio. O que ele não poderia esperar era que esse hóspede mudaria muitas coisas e bagunçaria sua vida no auge dos seus 17 anos. Oliver é um americano, escritor filosofo de 24 anos, e logo no primeiro contato entre eles, é possível imaginar que esse encontro não será nada comum.
            No decorrer de sua escrita, podemos sentir pelos detalhes primorosos do autor, que estamos dentro da obra. Inclusive pelas discrições climáticas e da rotina dos moradores locais, isso sem dúvida é um dos pontos altos da obra. A narração é em primeira pessoa, o que possibilita que possamos sentir as frustrações, descobertas e emoções de Elio.
            Outro ponto a ser destacado na obra é a parte poética, perdi as contas de quantas vezes utilizei meus post-its para marcar trechos incríveis presentes no livro, fazendo com que os sentimentos dos personagens transpassem as páginas da obra.
            Esse é um livro intenso, se você utilizar uma palavra para descrevê-lo seria exatamente esta. Elio é um garoto privilegiado, pois convive com pessoas muito interessantes intelectualmente, com isso ele acaba adquirindo conhecimentos preciosos sobre literatura, música e arte. Com isso, a história dos dois é regada de muitos conhecimentos, mas isso se contrapõe com uma enxurrada de sentimentos puros, confusos e novos para ambos.
            É um livro com uma história de amor intensa, apaixonante e cheia de desejo! Já aviso que é IMPOSSÍVEL não se entregar juntamente com Elio, a esse arrebatador encontro com Oliver, e a beleza do sentimento compartilhado por ambos.
            Me chame pelo seu nome me arrebatou em cheio! E para terminar, vou deixa-los com alguns dos muitos trechos incríveis da obra! Até a próxima!
 ... “gostei de você desde o primeiro dia e, mesmo quando você reagir às minhas constantes ofertas de amizade com uma frieza glacial, nunca vou esquecer que esta conversa entre nós aconteceu e que existem maneiras fáceis de trazer o verão de volta em meio à nevasca.” Pág. 21
            “Em trinta, quarenta anos, voltarei aqui e pensarei na conversa que sabia que nunca esqueceria, por mais que talvez um dia quisesse.” Pág 89
            “Eu tinha lido aquilo em romances, mas nunca acreditei até aquele momento.” Pág 96
            “Bombas nunca caem no mesmo lugar; aquela, contra toas as minhas previsões, caiu exatamente no meu esconderijo”. Pág. 191
            “No seu lugar, se houver dor, cuide dela, e se houver uma chama, não a pague, não seja bruto com ela. Arrancamos tanto de nós mesmos para nos curarmos das coisas mais rápido do que deveríamos, que declaramos falência antes mesmo dos trinta e temos menos a oferecer a cada vez que iniciamos algo com alguém novo. A abstinência pode ser uma coisa terrível quando não nos deixa dormir à noite, e ver que as pessoas nos esqueceram antes do que gostaríamos de ser esquecidos não é uma sensação melhor. Mas não sentir nada para não sentir alguma coisa... que desperdício” . Pág. 258

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