[Resenha] Proibido - Tabitha Suzuma

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     “Proibido”; autora: Tabitha Suzuma; editora: Valentina; 302 páginas.
É extremamente difícil falar sobre assuntos polêmicos, mas é disso que se trata esse livro. Ao finalizar a leitura, fiquei por alguns minutos refletindo, não só o tema da obra é pesado, como o desfecho dela também é. Gerou certo desconforto. Eu não consegui formar uma opinião absoluta e acredito que nunca irei conseguir, nunca sabemos pelo que o outro passa e o que ele sente. Só conseguimos saber quando sentimos isso. Eu, sendo filha única, não consegui visualizar nem de longe o sentimento vivenciado na trama, mas sem dúvida me fez refletir bastante no “até onde temos liberdade para amar”?
“[...] o único tipo de amor que jamais será permitido nem sequer passou pela sua cabeça. O único que é tão repulsivo e inaceitável que nem é mencionado numa conversa sobre relacionamentos proibidos.”
     “Proibido” traz a história da família Whitely, que há muito tempo se tornou uma família de apenas irmãos. Quando a mãe, que foi abandonada pelo marido, encontrou um novo companheiro, não pensou duas vezes em largar tudo e viver com ele. Ocasionalmente ela volta para “dar uma olhada” nos filhos, dar - com muito esforço - um dinheiro para pagar as contas e volta para Dave, seu novo grande amor. Nessas poucas visitas que ela faz, ela aparece sempre caindo de bêbada, fala muitas besteiras e não dá atenção necessária aos pequenos. E quando os deixa, a responsabilidade recai aos filhos mais velhos: Lochan e Maya, que se tornaram quase pais dos mais novos: Willa, Tiffin e Kit.
     Talvez por essa parceria, ou porque já era predestinado, os dois percebem que nutrem sentimentos um pelo outro além do fraternal. Essa descoberta acontece quando em uma noite, os dois dançam juntos e Lochan se sente excitado com a aproximação e Maya percebe. Após isso, ela passa a observá-lo melhor e ele faz o mesmo com ela. Isso faz ambos terem consciência que estão apaixonados um pelo outro e é impossível precisar quando esse sentimento começou. Agora que eles sabem disso, sentem necessidade de viver esse amor.
     Mas aí vem o impedimento: eles são irmãos! Além de estranho, é ilegal e eles sabem que podem perder as crianças, podem perder um ao outro. Eles ainda tentam se afastar, tentam abafar o sentimento. Mas como fazer isso se os dois vivem juntos, na mesma casa, compartilhando das mesmas responsabilidades?
     O sentimento vai se intensificando e eles não se dão conta do quão perigoso vai se tornando a relação. Eles começam a apenas se tocar, na promessa que serão inteiramente um do outro quando forem adultos, quando não houver mais impedimentos.
“E agora é como um vício, e não posso acreditar que consegui viver por tanto tempo na presença diária de Maya sem ser nesse nível de intimidade...”
     Claro que esse relacionamento ganha grandes proporções e dificilmente acabaria bem. Eu mesma pensei em diversos finais diferentes para essa história, mas definitivamente não no que realmente teve. Ainda é complicado formar uma opinião sobre isso, ainda é difícil me recuperar, mas agora entendo o motivo de tanta repercussão sobre essa obra. Realmente esse livro nos deixa marcas. Podem ser fundas ou superficiais, mas é impossível passar por essa leitura sem sentir alguma coisa. 

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