[Resenha] Dado Villa Lobos – Memórias de um legionário

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       Olá leitores, como estão? Hoje trago como resenha um livro que particularmente gosto muito e tenho muito carinho. “Memórias de um legionário” são sobre as histórias e lembranças de Dado Villa Lobos, guitarrista da incrível Legião Urbana.
Também é sobre o poeta inesquecível Renato Russo. São memórias de uma das maiores bandas que já tivemos em nosso país. É um livro que exala música em suas páginas. Um livro quase que obrigatório para quem, assim como eu, é apaixonada por essa banda única, a Legião Urbana. E também para quem ama biografias bem escritas, para quem tem interesse em saber o que acontece nos bastidores e por trás da fama.
      PS: Desta vez vou fazer diferente, ao invés de trechos do livro no meio da resenha, vou colocar trechos das canções sensacionais da Legião.
       “Todos os dias quando acordo Não tenho mais o tempo que passou Mas tenho muito tempo Temos todo o tempo do mundo”(Tempo Perdido)

Sinopse

“Se, naquela época, o grupo se apresentava em boates ou danceterias, o seu crescente sucesso o levou a tocar em ginásios e, no auge, em estádios de futebol – protagonizando eventos históricos para a música jovem do País. Como membro da Legião, Dado Villa Lobos esteve na linha de frente da renovação musical e cultural brasileira durante a redemocratização política. Foi ao mesmo tempo agente e testemunha da consolidação do circuito do rock nos anos 1980, quando o gênero deixou de ser maldito e se tornou valorizado pelas gravadoras. Neste livro, o músico relembra a sua vitoriosa trajetória artística, e destaca a sua experiência como guitarrista da banda de rock mais popular do Brasil. Apesar de ter encerrado as suas atividades em 1996, a Legião vende anualmente centenas de milhares de discos e cultuada por fãs de diferentes gerações”. 
      O livro foi lançado pela editora Mauad X, em 2015, e escrito por Dado Villa Lobos, Felipe Demier e Romulo Mattos.
Como já disse no início, a obra é repleta de lembranças deste guitarrista que viveu as dores e os amores de conviver com o poeta Renato Russo. Falando das características técnicas do livro, a edição é bem bonita e o modo como o texto é escrito, facilita a fácil compreensão da leitura. Existem também muitas fotos de arquivo pessoal de Dado, que sem dúvidas acrescentam muito a obra.
“Depois de vinte anos na escola Não é difícil aprender Todas as manhas do seu jogo sujo Não é assim que tem que ser”.(Geração Coca Cola)
Eu sou muito fã da Legião Urbana, logo essa leitura me possibilitou estar mais próxima das incríveis histórias da banda. Dado relata como foram gravados os discos, os conflitos que aconteceram durante os processos de gravações, as turnês, enfim, memórias que todo fã incondicional da banda adoraria saber.
Junto com a história da banda, o leitor consegue conhecer um pouco sobre o cenário musical da época, afinal o ápice da banda aconteceu em um período em que o Rock no país era expandido de maneira bem expressiva, principalmente pelo pessoal de Brasília. Claro, Dado lembra as várias polêmicas que fizeram parte da vida artística e pessoal de Renato, que muitas vezes foi visto como incompreendido por muitos naquela época. 
“Sentia mesmo que era mesmo diferente Sentia que aquilo ali não era o seu lugar Ele queria sair para ver o mar E as coisas que ele via na televisão Juntou dinheiro para poder viajar De escolha própria, escolheu a solidão”.(Faroeste Caboclo)
Enfim, é um livro que deixa um gostinho de quero mais. Um gosto de saudosismo. Uma falta que não pode ser preenchida, mas pode certamente transportar o leitor para dentro do que foi e do que ainda representa a Legião Urbana.
Bom, por hoje fico por aqui! Até a próxima resenha!
“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais um vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem”.( Mais Uma Vez)

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